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Os melhores telemóveis para fotografar

Quem quer boas imagens, sem muito trabalho e a toda a hora, tem uma opção natural: o telemóvel. Os modelos de topo garantem bom desempenho fotográfico. Mas também encontra soluções muito aceitáveis em aparelhos até 300 euros.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
25 setembro 2020
  • Dossiê técnico
  • António Alves e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
Mulher a fotografar com um telemóvel, junto ao mar, ao pôr-do-sol

iStock

A fotografia tem evoluído tanto que, ao dia de hoje, obter imagens irrepreensíveis, pelo menos, em situações de luz favoráveis, já não depende exclusivamente da existência de uma máquina. O telemóvel já está, em muitos casos, à altura. E permite obter boas fotografias, mesmo a quem não está disposto a carregar uma máquina. A fotografia deixou de ser coisa de alguns, para ser coisa de todos, e a todas as horas. Vantagem adicional: o telemóvel está sempre ligado e permite a visualização e a edição imediatas, em ecrãs de qualidade e dimensões crescentes.

A fotografia mudou tanto que, na busca das soluções mais práticas para fotografar, nos atrevemos a deixar máquinas de fora e a optar por smartphones. Procurámos no nosso comparador de telemóveis, entre os modelos que se destacassem na Qualidade Global, os melhores no desempenho fotográfico.

Fomos mais longe ainda. Como o desempenho fotográfico competente tende a estar entre os aparelhos de topo, que podem custar largas centenas de euros, identificámos aparelhos com preço até 300 euros, boa Qualidade Global e capacidade para capturar imagens num patamar aceitável.

Como os preços tendem a mudar com alguma frequência, nada como consultar o nosso comparador, que é diariamente atualizado.

Algumas máquinas já ficam para trás na qualidade fotográfica

Os nossos testes mais recentes têm-nos permitido observar que os melhores telemóveis superam já a qualidade fotográfica das máquinas compactas simples, dos modelos de aventura e, mesmo, de alguns aparelhos avançados de entrada de gama, normalmente equipados com sensores mais pequenos. Noutro olimpo de excelência estão as máquinas avançadas com melhor avaliação, as híbridas e as reflex, com que os telemóveis ainda não conseguem competir.

Estas designações e categorias de equipamentos são, para si, língua servo-croata ou similar? De forma muito resumida, o grupo de máquinas mais modesto, que os telemóveis já vencem no braço-de-ferro do desempenho, tem menos possibilidades de regulação manual dos parâmetros fotográficos (abertura, velocidade, sensibilidade ISO, etc.) e quase nunca botões de acesso direto, que ajudam muito no uso. Também não permitem trocar a objetiva, para obter efeitos criativos. No segundo grupo, é o inverso. Regulações manuais e com acesso facilitado por meio de botões dedicados, visor ocular, troca de objetivas, entre as quais zooms óticos de grande qualidade, estão geralmente presentes. Ainda tem dúvidas? No comparador de máquinas fotográficas, descobre mais explicações. Que nada lhe falte.

Telemóveis imbatíveis no processamento digital

Mas, máquina ou telemóvel, dá no mesmo: o bom desempenho no universo da fotografia digital depende sobretudo do sensor, da qualidade da ótica e do processamento das imagens. Os telemóveis exigem que todos estes elementos sejam acomodados num espaço diminuto, o que tem obrigado a soluções engenhosas.

Muito pequenos no passado, os sensores já atingem dimensões semelhantes às dos que equipam as máquinas compactas e certas avançadas e híbridas. Mais: em situações de fraca luminosidade, alguns sensores recorrem a tecnologias de agrupamento de píxeis, para aumentar a sensibilidade à luz e, assim, a qualidade fotográfica.

E muitos telemóveis incluem já três ou quatro câmaras, além da frontal, pensada para as imprescindíveis selfies, que lhes permitem uma aproximação à versatilidade dos zooms óticos das máquinas. À grande-angular, câmara “normal” dos telemóveis, juntam-se agora ultra-angulares, macros, teles e ainda sensores e câmaras de profundidade de campo. Os últimos foram desenvolvidos para proporcionar o apreciado efeito bokeh, isto é, focar um plano e retirar a nitidez aos restantes. Nas máquinas, esta técnica obtém-se com um valor de abertura mais generoso. Mas também ajuda aproximar-se do objeto a fotografar ou usar uma maior distância focal. Já nos telemóveis, depende da câmara específica, da proximidade ao objeto e de processamento digital. Selecionado o modo de retrato, é identificado o objeto em primeiro plano (o rosto) e desfocado o fundo de forma artificial. Nem sempre este trabalho de corte e costura digital corre da melhor forma. Mas também já existem resultados bastante convincentes, sendo que a obtenção de um efeito bokeh natural é um dos critérios avaliados.

A capacidade de processamento das imagens é, assim, a grande mais-valia dos telemóveis, que lhes permite fintar desvantagens técnicas face às máquinas. Podem, entre outras habilidades, capturar e combinar dezenas de fotogramas de uma mesma cena, por exemplo, com diferentes distâncias focais e níveis de exposição. O resultado é o melhor de todos os mundos: uma imagem com as partes mais bem conseguidas de cada fotograma.

Na prática, comprar um telemóvel significa levar no bolso um computador, mais cinco ou seis máquinas fotográficas, uma câmara de vídeo, um GPS e um leitor de livros digitais. E, se lhe der para aí, até pode telefonar...

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