Como testamos

Auscultadores com redução ativa de ruído: como testamos

16 abril 2020
auscultadores numa mesa

Analisámos a capacidade de cancelamento do ambiente de fundo, a qualidade do som, a libertação de ruído, o conforto e a durabilidade em modelos com ligação bluetooth.

Companheiros nas deslocações para o trabalho, no escritório, no estudo, em caminhadas ou em longas viagens, os auscultadores, conectados a um leitor de música, há muito que têm lugar no nosso dia-a-dia. Os modelos com redução ativa de ruído acrescentam versatilidade aos modelos tradicionais, ou seja, permitem uma utilização em mais contextos.

Cancelamento do ruído

Os aparelhos testados incluem microfones, que captam o som envolvente e criam um ruído desfasado 180º, para ajudar a neutralizar o ambiente de fundo. São, por isso, ideais em situações que exijam concentração num ambiente ruidoso. Mas, no geral, são mais eficientes a eliminar os sons de baixas frequências (os graves), onde está concentrada a maioria dos ruídos provenientes de motores (de avião ou autocarro, por exemplo).

Em laboratório, detetámos diferenças de desempenho enormes entre os auscultadores selecionados. Existem aparelhos em que a influência da redução ativa de ruído é praticamente impercetível e outros em que os sons nas baixas frequências são bloqueados quase na totalidade.

Também observámos que, em muitos casos, a qualidade do som é mais reduzida quando a redução ativa de ruído está ligada. Em regra, verifica-se uma diminuição da gama dinâmica sonora, o que leva a menor impacto na reprodução dos sons mais graves, porque se encontram na faixa de frequências que está a ser anulada.

Qualidade do som

Apesar da importância do cancelamento do ruído, a qualidade do som continua a ser o aspeto mais importante na avaliação de qualquer equipamento de áudio, e os auscultadores não são exceção.

Recorremos a um painel de utilizadores com experiência na avaliação de equipamentos de áudio e a excertos de material de teste que incluíam passagens de música clássica, jazz e pop/rock.

A música clássica serve sobretudo para aferir a gama dinâmica do som e a clareza na reprodução das diferentes tonalidades do espetro sonoro. Já a música pop/rock é particularmente útil para averiguar a reprodução dos graves e da parte vocal.

Mas a avaliação é global e, na prática, não se verificam desempenhos muito díspares entre géneros musicais. Isso não significa que não haja diferenças entre equipamentos.

Outras medições

Também verificámos a libertação de som, ou seja, a capacidade dos auscultadores manterem o som emitido na região próxima ao ouvido do utilizador, um aspeto muito importante quando o equipamento é usado em ambientes silenciosos (numa biblioteca, por exemplo) ou com pessoas bastante próximas (por exemplo, nos transportes públicos).

O conforto de utilização é mais um critério importante em qualquer tipo de auscultadores, e depende, entre outros, dos materiais usados, do peso, da ergonomia e dos ajustes previstos para uma correta adaptação à cabeça. Para avaliar o conforto, recorremos a um painel de utilizadores, que se pronunciou sobre a colocação e remoção, a comodidade num uso prolongado, a fixação, a interferência do cabo durante o movimento e o ruído provocado, e a identificação do canal esquerdo e do direito.

A durabilidade conta também, sobretudo em equipamentos que não são propriamente baratos. Avaliámos, por isso, a resistência dos materiais usados e a qualidade da construção.

 

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