Primeiras impressões

Windows 10: versão experimental não impressiona

03 novembro 2014 Arquivado
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03 novembro 2014 Arquivado

O botão Iniciar está de volta, mas agora mistura a tradicional lista de programas com o mosaico de aplicações da interface Metro. Parece que só agora a Microsoft descobriu o que pretendia com o Windows 8.0.

A Microsoft disponibiliza uma versão experimental do Windows 10, destinada a programadores. O objetivo é usarem o sistema operativo, de forma a identificarem possíveis melhorias.

Ainda falta mais de um ano para o lançamento oficial, pelo que é prematuro extrair conclusões definitivas. Mas, nos nossos testes, pareceu-nos que o Windows 10 continua a partilhar muitas funcionalidades com o seu antecessor. É como se estivéssemos perante o Windows 8.2 ou do que deveria ser desde o início o 8.0. Faz-nos pensar se a Microsoft está a trilhar um caminho semelhante ao da Apple: lança os sistemas operativos e depois aposta em longos processos de aperfeiçoamento.

O regresso do botão Iniciar
Após o polémico desaparecimento do botão Iniciar trazido pelo Windows 8 (colmatado mais tarde com a versão 8.1), o Windows 10 recupera definitivamente esta funcionalidade. Mas há inovações gráficas. À esquerda, surge uma coluna com a tradicional lista de programas e links para os documentos, as imagens, a pesquisa e as configurações, entre outras opções. Ao selecionar o botão All apps, o utilizador acede a todas as aplicações e a todos os programas. À direita, surgem os mosaicos clicáveis típicos do Windows 8, que permitem um acesso rápido e intuitivo às aplicações. É possível selecionar e arrastar os ícones para o ambiente de trabalho, criando atalhos. Na prática, trata-se de uma mescla entre a antiga interface do menu Iniciar e a interface Metro.

Agradar a gregos e a troianos: à esquerda, a lista de programas tradicional; à direita, o mosaico de ícones da interface Metro.
Agradar a gregos e a troianos: à esquerda, a lista de programas tradicional; à direita, o mosaico de ícones da interface Metro.
Interface longe do Windows 7
Nesta versão experimental, o ambiente de trabalho ainda está a nu, sem transparência nem graduação de cores (como já acontecia com o Windows 8). A interface distancia-se, e muito, do Windows 7, que cativou tantos admiradores. A pesquisa aparece agora na barra de ferramentas. Com o reaparecimento do botão Iniciar, a barra lateral direita do Windows 8 (conhecida como charm bar) deixa de existir nos computadores. Mas é provável que se mantenha dos tablets.

Uma novidade é a possibilidade de criar vários ambientes de trabalho virtuais, ao clicar no ícone ao lado do botão de pesquisa. É especialmente útil para quem usa apenas um monitor: passa a contar com diferentes ecrãs virtuais, para distribuir os programas de acordo com a tarefa ou a atividade (por exemplo, um ecrã para trabalho e outro para lazer).

Em cima, vemos a ausência de transparência do ambiente de trabalho. Em baixo, destaca-se o ícone para criar diferentes ecrãs virtuais.
Em cima, vemos a ausência de transparência do ambiente de trabalho. Em baixo, destaca-se o ícone para criar diferentes ecrãs virtuais.
Windows Phone no desktop
Por estar em estado embrionário, a interface ainda é pouco apelativa. Ao surgirem no botão Iniciar, os mosaicos clicáveis dão a impressão de que o Windows Phone foi parar ao computador. Ficámos com a sensação de que a Microsoft perdeu 3 anos à procura de uma proposta gráfica bastante diferente daquela que os utilizadores desejam e agora tenta recuar.

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