Primeiras impressões

Super Paquito: um tablet para crianças

19 dezembro 2013 Arquivado

19 dezembro 2013 Arquivado

O forte do Super Paquito, à venda na Imaginarium, é o controlo parental por permitir aos pais definir o que as crianças veem e com quem contactam. O pior é o elevado preço de aquisição.

Controlo parental: vantagem limitada

O principal trunfo do Super Paquito é o Magic OS, o interface para o utilizador que funciona por cima do sistema operativo Android 4.0. O principal objetivo do Magic OS é criar um ambiente protegido por controlo parental, mas também mais adaptado às crianças. É bastante colorido e os elementos gráficos foram simplificados para serem utilizados pelos mais novos. Inclui também algumas aplicações exclusivas deste produto.

No Magic OS existe um menu de configuração do controlo parental, que se destina apenas aos pais, e tem o acesso protegido por um padrão de desbloqueio de ecrã. Permite a criação de contas individuais para várias crianças, que podem ser configuradas de modo diferente, consoante a idade e as preferências de cada uma. Através do menu, os pais podem adicionar novas aplicações a partir do Google Play, criar uma lista dos sítios e vídeos que podem ser acedidos pelas crianças, definir um horário de utilização e adicionar os contactos e as contas de correio eletrónico que podem ser utilizadas. Mesmo que determinada conta de correio seja autorizada só serão recebidos e enviados os e-mails dos contactos adicionados ao livro de endereços. Contudo, as contas das crianças não estão protegidas por um padrão de desbloqueio ou uma palavra-passe. Se o tablet for partilhado por crianças da mesma família, o irmão mais novo pode facilmente aceder à conta do mais velho.

O Super Paquito permite criar contas individuais para várias crianças e configurá-las de modo diferente.
O Super Paquito permite criar contas individuais para várias crianças e configurá-las de modo diferente.
Outra desvantagem reside no fato de o controlo parental só funcionar para as aplicações pré-instaladas e não quando são usadas aplicações equivalentes. Por exemplo, o browser de navegação na Net é pouco prático porque obriga a clicar no botão de retroceder para voltar à página anterior. Mas se o substituir por outro browser deixa de estar sob a alçada do controlo parental.