Primeiras impressões

Nintendo 3DS: primeiras impressões

11 fevereiro 2014 Arquivado

11 fevereiro 2014 Arquivado

A Nintendo 3DS é uma consola de jogos portátil com 3D que dispensa o uso de óculos. O 3D, em voga em anos anteriores, parece ter perdido o interesse junto dos consumidores.

Jogar em 3D sem recurso a óculos específicos, captura de fotos em 3D e sensor de movimento são atrativos. A Nintendo 3DS é recomendável apenas se considera uma mais-valia óbvia jogar em 3D. Mesmo assim, convém ensaiar na loja, pois as imagens em 3D provocam cansaço visual nalguns utilizadores.
     
Além disso, a Nintendo 3DS não supera a Sony PSP slim (PSP E1000) no poder gráfico. Esta tem vantagens adicionais: é mais barata (cerca de € 110 contra € 170), tem um leitor multimédia melhor e atualmente um catálogo de jogos mais vasto. O ecrã refletivo, o bloqueio regional dos jogos e a ausência de ficha USB na Nintendo 3DS são pontos a desfavor.


As 2 lentes da câmara fotográfica 3D, na parte inferior da consola.


A posição dos comandos é similar à da Nintendo DS. O joystick analógico permite controlar os movimentos com mais precisão.

Ecrã 3D sem recurso a óculos
A principal inovação reside no ecrã LCD de 3,5” (8,9 cm de diagonal) com efeito de profundidade. As imagens destinadas ao olho direito e ao esquerdo são as mesmas, mas com perspetivas ligeiramente diferentes, como sucede quando observamos o que nos rodeia. Este método dispensa o uso de óculos, mas obriga a ajustar corretamente a distância face ao ecrã (de preferência, de 40 a 50 cm). O ângulo de visão é bastante reduzido.

Nos televisores, o efeito 3D é percecionado de outra forma: a filtragem das imagens é feita pelos óculos, que tapam cada olho alternadamente, consoante a imagem no ecrã lhe é ou não destinada.

A resolução do ecrã LCD é de 800x240pix, mas, em 3D, a horizontal é reduzida para metade (ou seja, 400x240pix), dado que cada olho só visualiza metade dos pixels. No nosso teste prático, o ecrã em modo 3D provocou algum cansaço visual à maioria dos utilizadores.

O ecrã é ainda bastante refletivo, efeito intensificado quando se mantém a consola a uma distância e ângulo constantes, essenciais no 3D. Por vezes, basta ajustar um pouco o posicionamento para minimizar os reflexos.

Nintendo 3D vencida pela PSP Slim
Comparámos a Nintendo 3DS com a antecessora DSi XL e a PSP Slim da Sony. A primeira introduz os jogos e a captura de fotos em 3D e um sensor de movimentos. Tem o ecrã com a melhor resolução, embora mais limitada em modo 3D. Mas o preço é bastante elevado face às rivais.

A PSP Slim tem o ecrã de maior dimensão e com formato 16:9, ideal para filmes. É a consola mais portátil e com bom potencial multimédia, ao incluir o melhor leitor de música, fotos e vídeo. No desempenho gráfico, o detalhe das imagens da PSP Slim bate de longe o dos jogos ensaiados na Nintendo.

A ergonomia da Nintendo 3DS também poderia ser melhor: o formato da consola e o posicionamento dos comandos tornam complicado segurá-la de forma firme enquanto joga.

A autonomia da bateria é bastante dececionante para uma consola portátil, não passando das 4 a 5 horas consoante as definições de brilho do ecrã e o jogo utilizado. Pena que não permita o carregamento via USB - bastaria aceder a um PC - numa bateria já de si difícil de extrair.

 

PSP Slim da Sony bate Nintendo 3DS no poder gráfico
Modelo Nintendo 3DS Nintendo DSi XL Sony PSP slim ((PSPE1000)
N.º de ecrãs 2 2 1
Diagonal do ecrã principal 3,5" (8,9cm) 4,2" (10,7cm) 4,3" (10,9cm)
Formato do ecrã 5:3 4:3 16:9
Tipo de ecrã 3D (principal) + touchscreen TFT + touchscreen TFT
Resolução 800x240p (400x240p em 3D) 256x192pix 480x272pix
Cartões de memória SD (2GB incluidos) SD MS Pro Duo
Wi-Fi Sim (norma b e g) Sim (norma b) Sim (norma b)
Câmara fotográfica Sim (permite fotos 3D) Sim (VGA) Não (opcional)
Saída para TV Não Não video composto
Sensor de movimento  Sim Não Não
Carregamento por USB Não Não Sim
Cabo standard Não Não Sim (mini-USB)
Dimensões (mm) 134x74x21 169x91x21 172x73x22
Peso (gramas) 230 300 223
Preço € 170 € 175 € 110

Jogos com bloqueio regional
A Nintendo 3DS é compatível com os jogos da DS, mas sem o modo 3D. Os cartuchos usados nos novos jogos têm um formato similar, sendo a única diferença uma aresta mais saliente num dos lados. O objetivo é evitar que o utilizador os insira acidentalmente na Nintendo DS.

Os jogos da Nintendo 3DS têm associado um código de região que impede o uso de jogos de mercados como o americano.

O utilizador pode jogar em modo “multiplayer”, através de uma rede local ou via internet. A consola pesquisa redes wireless abertas de forma automática, podendo aceder a dados enquanto joga ou, mesmo, em hibernação.

Outra possibilidade interessante são os jogos de “realidade aumentada”. Estes usam a câmara 3D para transformar o local envolvente em palco de jogo.


Pontos fortes e fracos
Ponto forte Permite jogar em modo 3D sem recurso a óculos específicos
Ponto forte Captura de fotografias em 3D
Ponto forte Controlo por movimento
Ponto forte  Jogabilidade multiplayer por rede local ou Internet
Ponto forte
Compatível com os jogos da Nintendo DS 
Ponto fraco Jogar em 3D obriga a manter a consola a uma distância fixa e o ângulo de visão é muito reduzido
Ponto fraco Ecrã muito refletivo
Ponto fraco Uso prolongado do modo 3D provoca cansaço visual
Ponto fraco  Bloqueio regional impede o uso de jogos de outros continentes
Ponto fraco
Desempenho gráfico limitado
Ponto fraco
Não permite carregar a bateria por USB

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