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Nintendo Switch com avarias graves

Os comandos laterais amovíveis avariam antes do tempo em muitos aparelhos, obrigando a uma reparação ou substituição caras. Questionámos o fabricante, que não está disposto a assumir responsabilidades.

  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
14 maio 2020
  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
nintendo switch

iStock

Detentora de jogos exclusivos, como Super Mario ou Pokémon, a consola portátil Nintendo Switch, que custa desde cerca de 300 euros, está na lista de sonhos de muitos gamers mais novos. Mas, depois do lançamento, ficou claro que os coloridos comandos laterais tinham problemas graves. As avarias levam a que as personagens dos jogos se mexam no ecrã sem intervenção do jogador. Pressionada por uma ação coletiva nos EUA, a Nintendo comunicou que a reparação será gratuita, mesmo fora da garantia. Na Europa, a reparação e a substituição, mesmo na garantia, têm sido recusadas em milhares de casos, o que obriga a uma despesa que, na melhor das hipóteses, fica em 55 euros, segundo as organizações de consumidores nossas congéneres.

Denuncie aparelhos com avarias antes do tempo

Consumidor pressionado a comprar novos comandos

A reparação dos comandos joy-con em casa é possível, mas exige alguns conhecimentos técnicos. Para abrir o comando, há que retirar quatro pequenos parafusos e soltar vários encaixes, de preferência, com um acessório plástico próprio. Depois, é preciso soltar diversas fichas e cabos flat, que são muito frágeis e que, se danificados, inutilizam o comando. Por fim, é só substituir o joystick analógico por um novo, que custa desde 10 euros (pode ainda tentar abrir o comando, e fazer uma limpeza dos contactos, o que deverá bastar). Os kits de reparação para a Nintendo, com chaves de parafusos e clips plásticos, começam nos 20 euros. Se entregar o aparelho à marca para reparação, paga, pelo menos, 55 euros. Já comprar novos comandos, e fazer a simples troca, implica à volta de 60 euros. Na prática, o consumidor é orientado para a segunda opção, mais barata e mais prática.

Reparação ou substituição recusada na Europa

Questionámos a Nintendo, que disse pretender alargar a garantia, de 12 para 24 meses, algo que de pouco adianta, pois na Europa este já é o período vigente. Mais: reparações grátis não serão um dado adquirido. Ao invés, segundo a Nintendo, serão analisadas caso a caso, uma abordagem que recusamos e que, se o produto estiver na garantia, é ilegal. Exigimos à Nintendo que anuncie o defeito e faça a reparação em todos os aparelhos afetados, a título gratuito. A lei da garantia é clara: se um produto avariar nos 24 meses seguintes à compra, o consumidor tem direito à reparação, à substituição, à redução do preço ou à devolução do produto. Tem problemas com uma Nintendo? Registe queixa na nossa plataforma Reclamar.

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