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Internet das Coisas em foco no Ciclo de Debates de Consumo da DECO

24 fevereiro 2016 Arquivado

24 fevereiro 2016 Arquivado

No futuro próximo, uma grande parte dos objetos do nosso quotidiano estará interconectada através da Internet. É a chamada “Internet das Coisas”, um dos temas em foco no Ciclo de Debates de Consumo da DECO, que arranca esta semana.

A Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) traduz uma revolução tecnológica que põe o nosso quotidiano “em rede”. Quer isto dizer que os eletrodomésticos, acessórios, serviços e transportes, entre outras coisas que fazem parte da nossa vida de todos os dias, passam a estar interconectados através de dispositivos ligados à Internet.

Trata-se de uma transformação com potencial para antecipar necessidades, poupando tempo e dinheiro e incrementando a sustentabilidade. Damos dois exemplos concretos de usos possíveis da IoT para ajudar a ilustrar o conceito.

  • No setor da saúde: os doentes, se ligados a uma gama de sensores em rede, poderão obter uma monitorização permanente, capaz de colher dados mais fiáveis, já que tal colheita é feita de forma independente e contínua. Por outro lado, a deteção de anomalias ou de alterações destes sinais torna-se mais rápida e o alerta é transmitido mais rapidamente aos cuidadores.
  • No contexto doméstico: os contadores de energia inteligente dotados de Internet conseguirão não só medir automaticamente os dados de consumo dos lares, como ajudar a gerir esses consumos de modo mais sustentável.

Estas são algumas das potencialidades promissoras da Internet das Coisas (IoT), uma tecnologia que, embora sendo indicada por vários estudos e relatórios como fator de crescimento da economia e da confiança dos consumidores, não se faz apenas de vantagens, suscitando várias questões.

Antes de mais, a IoT aumenta os riscos para o consumidor. No âmbito do cibercrime, por exemplo, a possibilidade de hacking dos equipamentos e, com isso, de acesso e devassa dos dados pessoais e da privacidade em geral, é um perigo real.

Tais invasões e controlos sobre equipamentos e sistemas podem fazer-se acompanhar de bugs com potencial para colocar em causa a saúde e segurança dos consumidores. No caso de um automóvel inteligente, por exemplo, um desvio no software pode estar na origem de consequências tão graves quanto um acidente rodoviário.

Outra grande dúvida que se coloca é se estaremos preparados para receber a IoT num momento em que permanecem sobre a mesa questões de conetividade mais “primárias”. Entre elas a exclusão digital e a falta de um serviço universal de comunicações eletrónicas moldado à realidade atual.

Os mais entusiastas dizem sem reservas que é o futuro; os mais prudentes questionam se estaremos preparados para ela. Enquanto estas considerações são tecidas, a Internet das Coisas cresce a um ritmo veloz, estimando-se que dentro de cinco anos cerca de 25 biliões de objetos estarão interconectados através da Internet.

Ciclo de Debates de Consumo
A Internet das Coisas (IoT) e a liberdade de escolha do consumidor é o título da sessão inaugural do novo Ciclo de Debates de Consumo. Organizada pela DECO, a iniciativa pretende “aprofundar, discutir e debater os temas prementes e emergentes do consumo com expressão no quotidiano dos consumidores e com relevo no futuro da sociedade”.

O primeiro debate do ciclo acontece no próximo dia 25, às 17h30m, na Fundação Portuguesa das Comunicações. A participação é gratuita, sujeita a inscrição prévia.

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