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Google Chrome é a opção mais interessante, mas falha contra phishing

Com excelente interface, rapidez, correta apresentação das páginas web no ecrã e boa transposição destas para o papel, o Chrome é o melhor browser em termos globais, ainda que por pequena margem. Porém, é fraco contra o phishing.

  • Dossiê técnico
  • João Miguens e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
02 novembro 2021
  • Dossiê técnico
  • João Miguens e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
Browsers - google chrome é a opção mais interessante mas falha no phishing

iStock

Muitos não sabem o que são ou como funcionam, e confundem-nos com a própria internet. Os browsers ou navegadores são as embarcações com que se navega pelos mares da internet. Ou seja, tomá-los pela rede é como chamar navio ao oceano. E existem diferentes navegadores – mais ou menos rápidos, mais ou menos versáteis e mais ou menos eficazes a anular os ataques inimigos.

Foram estes atributos que analisámos num teste aos sete navegadores mais comuns. Estudámo-los apenas em ambiente Windows e MacOS, pelo que os resultados não são extensíveis a dispositivos móveis. Apesar de levarem o mesmo nome, os browsers para telemóvel e tablet são muito diferentes. Mais uma salvaguarda: os resultados do Apple Safari não são totalmente comparáveis com os demais, pois este browser só navega em águas da Apple. Os restantes foram testados com o sistema operativo Windows 10.

E como ficamos em termos de performance? O Google Chrome revelou-se o mais eficaz em termos globais, mas acusa reduzido poder de fogo contra piratas, sobretudo na forma de phishing. Para utilizar de modo mais seguro este navegador, vá ao nosso comparador de antivírus para computador e descubra a Escolha Acertada.

Escolher um browser depende do gosto pessoal

Os browsers, por serem grátis, podem ser facilmente abandonados, se aparecerem outros mais competentes ou mais adaptados às necessidades.

A maneira como usamos os browser também mudou. No passado, dávamos grande importância às funcionalidades integradas, à forma como o histórico e os favoritos eram guardados, ao preenchimento de formulários e à sincronização entre os vários dispositivos. Muito disto é agora passado. Qual a vantagem de manter um registo dos links das páginas visitadas, se, dada a fluidez da internet, existe grande probabilidade de, algum tempo depois, serem mudadas para outro local?

Assim sendo, agora, os extras tendem a ser proporcionados por extensões ou plug-ins. E existem opções para todos os gostos, desde barras de tarefas (toolbars) a bloqueadores de publicidade (ad-blockers), passando por soluções para otimizar a visualização das páginas web.

O Google Chrome tem a maior coleção de extensões, que cobre a mais ampla variedade de necessidades. Outros browsers que recorrem à estrutura do Chrome também as podem usar. O Mozilla Firefox e o Apple Safari são igualmente compatíveis com plug-ins, mas as respetivas bibliotecas revelam-se mais limitadas.

A escolha de um browser depende mais da facilidade de utilização da interface do que de qualquer vantagem percecionada ou mesmo efetiva. As grandes incompatibilidades com websites são coisa do passado. A melhoria deve-se, em parte, à batalha de browsers em finais da década de 1990, alimentada sobretudo pela Microsoft. O conflito levou ao contra-ataque dos criadores de sites, que passaram a otimizá-los, de modo a correrem sem problemas de visualização no mais amplo leque de browsers e dispositivos possível.

Extensões para navegar na rede

Os browsers são já muito mais do que simples navegadores. Parte da evolução consistiu na incorporação de extensões (plug-ins), que permitem controlar a forma como os sites são carregados e adicionar funções. Há extensões com comportamento malicioso, que são filtradas, mas é possível que alguma escape. Se descarregar plug-ins de referência, o computador deverá ficar seguro. Mas deve manter só os que usa. Destacamos dois exemplos seguros e úteis.

Muitos gestores de senhas grátis têm limitações que forçam a atualização para a versão paga. Não é o caso do Bitwarden. A versão grátis não implica um número fixo de entradas, nem impede a sincronização com outros dispositivos. As senhas criadas no telemóvel são exibidas no tablet ou no computador. Inclui um gerador de senhas seguras e autenticação de dois níveis. A versão paga adiciona recursos avançados de segurança e partilha, e tem preço acessível. Mas, se não se importa de pagar, outros gestores permitem uma experiência melhor.

Printscreen bitwarden

Bloqueador de conteúdos grátis de amplo espectro, o Unblock Origin usa poucos recursos do computador. De código aberto e multiplataforma, tem extensões para os principais navegadores, com a exceção do Safari 13 e 14. Recorre a muitos filtros usados por outros bloqueadores de anúncios e trava de modo fiável a maioria das formas de publicidade. Se houver algo de que não goste, clique com o botão direito do rato para apagar manualmente.

printscreen ublock origin

Navegadores têm utilização intuitiva

Descarregar e instalar um browser é tarefa acessível. Manter o software atualizado tão-pouco é o cabo das tormentas. Todos os navegadores verificam a existência de versões mais recentes e avisam para que se faça a instalação.

Na troca de browser, é possível importar ou exportar facilmente os favoritos (bookmarks) em vários formatos. Todos os navegadores são compatíveis com o formato HTML, para trocar os links guardados. Também quase todos – as exceções são o Apple Safari e o Brave – funcionam com o formato de bookmarks do Chrome.

Uma funcionalidade com potencial, mas muitas vezes descurada, é a opção de descarregar e guardar páginas web. Pode ser útil manter um arquivo de conteúdos com interesse, sobretudo se considerarmos a volatilidade da net. A maioria dos browsers, contudo, prevê apenas duas formas de fazê-lo: gravação do texto mantendo o layout da página, num ficheiro em formato HTML; e descarga de todos os elementos da página, de modo a recriá-la offline. O segundo método é mais completo, ao recuperar a página como aparece no monitor, mas à custa de descarregar também uma miríade de pequenos ficheiros auxiliares. Mais prática é a proposta do Apple Safari e do Opera: gerar um ficheiro em PDF. Mas os utilizadores do Windows também podem lá chegar com um truque, que consiste em usar a função “imprimir como PDF”.

Se visualizar páginas web deixou de envolver problemas, o mesmo não podemos dizer da impressão, que continua a ser um ponto fraco de vários browsers. O cenário explica-se pela complexidade do design de muitos sites, que usam diversas caixas de texto ou recorrem à otimização para monitores panorâmicos (widescreen), quando a maioria dos utilizadores imprime em modo de retrato, ou seja, ao alto. Apesar de diversos browsers terem melhorado bastante, com frequência, o sucesso ou insucesso da impressão deve-se mais à página do que ao browser.

Resultados dos nossos testes a browsers

Quais as características mais importantes num browser atualmente? Muitos utilizadores do Windows irão usar o Microsoft Edge por inércia, mas mais ainda irão instalar o Chrome, por ser o mais popular e por quase tomarem os produtos da Google pela própria net. O Mozilla Firefox já esteve entre os mais populares, mas perdeu alguma importância. No teste, incluímos ainda browsers menos conhecidos, embora com muitos adeptos, como o Opera, o Vivaldi e o Brave.

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