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Cinco consolas de jogos para o Natal

As consolas são muito procuradas nas promoções. Confira os pontos fortes e fracos, e os preços, de cinco aparelhos. Compare e veja se faz bom negócio.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
08 novembro 2019
  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
pessoa a jogar consola em frente à televisão

iStock

PlayStation de um lado, Xbox do outro. Com todas as suas declinações em letras e referências que, a cada lançamento, prometem mais rapidez e imagens mais realistas e fluidas. E 2020 avizinha-se com novidades, provando que o duelo entre Sony e Microsoft no campo de batalha das consolas de jogos está para durar.

A atual geração nasceu em 2013, com o lançamento quase simultâneo da PlayStation 4 e da Xbox One. Três anos depois, versões melhoradas viram a luz do dia, agora com a possibilidade de imagens 4K e com HDR. Os fabricantes aproveitavam a boleia da disseminação destas tecnologias entre os televisores. Quanto aos jogos, funcionam nas versões antigas e renovadas. Existem, no entanto, alguns otimizados para as mais recentes, identificados com um logo. Trabalham aqui com maior detalhe gráfico, maior fluidez ou com aumento de contraste por HDR, por exemplo.

Se está a fazer pontaria ao Natal para comprar uma consola, ou até a alguma campanha de black friday, tem, pois, um dilema para resolver: disparar já ou esperar por 2020?

À guerra entre Sony e Microsoft, a Nintendo assiste de bancada. Visando um público mais juvenil, muito frequentemente infantil até, não está à altura da concorrência. A aposta passa por uma consola híbrida, que tanto pode ser usada de forma portátil, como na sala, ligada ao televisor. Considerando as dimensões, que permitem o tal uso portátil, é normal que o desempenho gráfico esteja a anos-luz dos equipamentos da Sony e da Microsoft. Mas, mesmo face aos smartphones atuais, o desempenho gráfico e a resolução do ecrã ficam a dever. Como se não bastasse, o acesso a aplicações é limitado (por exemplo, Netflix ou Spotify). Já o preço, esse, supera o exigido por algumas variantes da PlayStation ou da Xbox. Mas, se a criança lá de casa não dispensar o Super Mario ou os Pokémon, não há volta a dar. Terá mesmo de perder o amor aos 329,99 euros. Cêntimo por cêntimo. Estes jogos hiperpopulares são exclusivos da Nintendo.

A pensar no Natal, analisámos os pontos fortes e fracos de cinco consolas. Qualquer que seja a sua escolha, na maioria dos casos, terá de pagar uma subscrição para jogar online.

Lançamentos esperados para 2020

A Microsoft anunciou o lançamento da Xbox 2 (Project Scarlett). As previsões apontam para um momento algures entre o verão e o Natal. A Sony é ainda menos específica. A versão 5 da PlayStation é esperada para 2020, mas não existem aproximações quanto à data.

Certo é que, segundo o que foi anunciado, a guerra não terá tréguas. As duas consolas terão especificações similares. Mesmo processador gráfico (AMD Radeon Navi), que garante multiplicar por quatro o desempenho da consola mais potente. Mesmo nível de resolução, até 8K, ou seja, possibilidade de duplicar a melhor resolução atual. Mesmo recurso ao ray tracing, um maior realismo na representação dos reflexos de luz nas imagens. Mesma utilização de discos SSD, extremamente rápidos, que prometem tempos de carregamento dos jogos muito baixos. Mesma previsão de leitor de discos blu-ray. Até o anúncio da retrocompatibilidade é comum às duas marcas. Ou seja, se comprar uma das atuais consolas e mudar entretanto para a próxima geração, poderá usar os jogos que agora o entretêm.

Os preços ainda não foram divulgados, mas, na fase de lançamento, dificilmente estarão abaixo dos 500 euros, o valor aproximado da mais poderosa das atuais consolas. Porém, as marcas ainda estão a esconder o jogo. Teremos de aguardar pacientemente.

Dicas para tomar uma decisão

Em face das novidades, vale a pena comprar uma consola que irá ficar desatualizada? A resposta é bem portuguesa: depende. Se não puder esperar pelo segundo semestre de 2020, ou não pretender gastar na ordem dos 500 euros, veja os argumentos a favor e contra dos cinco equipamentos disponíveis hoje.

A PlayStation 4 é imbatível nas vendas: 100 milhões à escala planetária. Perante a popularidade esmagadora, quase todos os grandes produtores se interessam por conceber jogos para esta plataforma. Mas a PlayStation conta também com muitos títulos exclusivos. Além disso, o poder gráfico é suficiente para uma boa jogabilidade em resolução full-HD e o número de utilizadores facilita a criação de redes de jogadores. Tudo ponderado, é a consola que dá mais pelo que exige, ou seja, a que tem a melhor relação entre qualidade e preço. Em 2016, foi lançada uma versão da PS4 com o mesmo desempenho, mas um desenho um pouco mais compacto: a PS4 Slim.

A concorrer com a PS4 e a PS4 Slim está a Xbox One S. É mais barata, mas o desempenho fica um pouco aquém e os jogos exclusivos são em menor número. Trata-se de uma revisão da Xbox One original, lançada em 2013. Reproduz discos blu-ray 4K, embora a resolução dos jogos esteja limitada ao full-HD.

Mas a atual rainha do desempenho é mesmo a Xbox One X, que compete diretamente com a PlayStation 4 Pro. Nasceu de uma onda de críticas que se abateram sobre Xbox One, de que o poder gráfico era insuficiente para jogar com fluidez, mesmo em full-HD. Contudo, a pobreza em títulos exclusivos convertem-na numa opção menos atrativa do que a sua concorrente. Mais: o preço é muito pouco sensato, se pensarmos que, em 2020, será lançada uma geração expectavelmente superior.

Já a PlayStation 4 Pro é, por assim dizer, uma PS4 com esteroides. Mais potente, roda os jogos da PS4 em resolução superior e com aumento de gama dinâmica (HDR), em televisores compatíveis. Embora o desempenho seja um pouco inferior, o catálogo de jogos exclusivos é mais vasto, e o preço, em média, inferior. Conclusão: é uma opção mais ponderada.

Fora do duelo entre Sony e Microsoft, a Nintendo propõe a Switch, que funciona conectada ao televisor ou em modo portátil, mercê de um LCD de 6,2 polegadas e (baixa) resolução de 1280 por 720 píxeis. O poder gráfico é também fraco face ao de muitos smartphones. E, ao contrário dos aparelhos da Sony e Microsoft, não prevê acesso aos serviços de streaming de vídeo e áudio mais populares. Salva-se a app do YouTube, recentemente introduzida. O ponto forte são os jogos exclusivos.

Entretanto, a marca anunciou, ainda para este ano, a Switch Lite, mais pequena (5,5 polegadas), mais barata cerca de 110 euros e apenas utilizável em modo portátil. Apesar de correr os jogos da Nintendo, é muito difícil justificar a utilidade deste aparelho face à versatilidade e ao preço de um smartphone.

Pagar uma subscrição para jogar online

Com a net cada vez mais rápida, os editores de jogos começaram a lançar modelos de negócio baseados numa subscrição mensal ou anual, que permite descarregar e jogar os títulos de um catálogo. Não diferem muito de um serviço de streaming de vídeo, portanto.

No caso da PlayStation Plus, estamos a falar de 8,99 euros por mês ou 59,99 euros anuais. Até aqui, tudo bem. No entanto, a subscrição é obrigatória para jogar online a grande maioria dos títulos. Na prática, não basta comprar uma PS4 e um jogo. É sempre possível jogar sozinho, claro. Mas, para juntar os amigos à experiência, há que ter uma subscrição ativa. Único ponto positivo: a oferta de jogos incluídos melhorou muito nos últimos anos.

Mas, se pensa que a subscrição é um exclusivo da PlayStation, desengane-se. A Xbox Live Gold, para quem tem Xbox One, custa 6,99 euros por mês ou 59,99 euros ao ano. Pior: é obrigatório aderir para jogar qualquer título online e o catálogo dos gratuitos é muito pobre. Ainda para utilizadores da Xbox One, mas com a possibilidade de aceder pelo Windows, existe o serviço Xbox Game Pass. É mais caro, mas o catálogo é bem mais rico. Exige 9,99 euros para usar via consola e 3,99 euros no computador, mensais em ambos os casos. Utilizar nas duas plataformas custa 12,99 euros.

Nem a Nintendo escapa à lógica. O serviço Nintendo Switch Online tem vários planos, mas pode implicar 3,99 euros por mês ou 19,99 euros por ano (34,99 para oito acessos, por exemplo, para uma família).

Portanto, faça contas. Uma consola não se resume a pedir ao Pai Natal, receber e começar a jogar. Pode ser amor para a vida toda, como diz a canção.

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