Guia de compras

Tablets: guia de compras

Com uma diagonal de ecrã entre 7 e 13 polegadas, o tablet destina-se a uma utilização em qualquer lugar. É essencial que o ecrã seja legível. Verifique a refletividade e se a visibilidade é correta sob a incidência direta de luz artificial ou solar. Examine a imagem e a legibilidade com diferentes ângulos de visão, bem como a sensibilidade e a rapidez da resposta ao toque. O ângulo de visão, a luminosidade e o contraste são critérios decisivos.

O tablet deve ga­rantir autonomia suficiente para sobreviver, no mínimo, um dia sem carregar a bateria. A autonomia de alguns modelos ronda as 3 horas, o que é insuficiente. Os melhores permitem navegar via Wi-Fi durante 12 horas seguidas.

Tablets low-cost amigos do carregador

Os tablets low-cost entram em cena com o sistema operativo Android numa versão recente. Nas lojas, os tablets das grandes marcas “socializam” com aparelhos de fabricantes até agora desconhecidos. A maioria dos ecrãs cumpre a função de forma satisfatória, mas experimentámos alguns problemas: cores pouco vivas, visibilidade reduzida no exterior ou com luz direta, ângulos de visão limitados e funcionalidade tátil com falhas de precisão e lentidão.

Os aparelhos de baixo custo permitem navegar pela Net, utilizar o correio e as redes sociais, ouvir música e reproduzir vídeos. Mas a experiência não é tão satisfatória e prepare-se para o pronto-socorro do carregador.

Uma das maiores fraquezas dos tablets baratos é a reduzida autonomia. A bateria deverá durar o tempo suficiente para um dia. O ideal é contar com mais de 8 horas, mas 6 horas já é um valor razoável. A maioria dos aparelhos de baixo custo dura menos de 4 horas a utilizar a Net e menos de 5 horas a reproduzir vídeos.

Ao nível do sistema operativo, todos os modelos de baixo custo utilizam versões do Android mais antigas. E, por isso, não são compatíveis com algumas aplicações.

Para apresentarem um preço tão apetitoso, os fabricantes poupam na qualidade de alguns componentes. A memória anunciada é sempre superior, mas, nalguns casos, a capacidade real para armazenar conteúdos multimédia e instalar aplicações é muito limitada. Felizmente, todos os modelos baratos dispõem de uma entrada para cartão micro-SD que permite aumentar a memória.

Se pretende um dispositivo pequeno, portátil, para realizar algumas tarefas de forma mais cómoda e não é muito exigente com a tecnologia, os tablets low-cost justificam a atenção. Se tem muitas ambições em matéria de desempenho, nem considere esta hipótese.

Num tablet é mais difícil criar conteúdos

A mais-valia do tablet é a consulta de con­teúdos, leitura de e-mails, navegação na Net, vídeos, música e jogos. Mas, ao con­trário do computador clássico, é mais complexo criar conteúdos. Não é fácil escrever um texto com várias páginas através do teclado virtual.

Em matéria de versatilidade, todos os tablets falham em pelo menos uma das ligações mais úteis. Para conseguir um tablet versátil, verifique se está munido de vários tipos de ligações (de dados, para cartões de memória, às redes, para teclado e monitor, entre outras). As portas USB e as entradas para cartões SD não são o prato forte dos tablets.

Mantenha sob vigilância a memória: 16 GB podem pa­recer muito, mas são facilmente ocupados, sobretudo, ao transferir vídeos ou fotografias.

Wi-Fi, 4G e aplicações

Para navegar na Net, alguns tablets só acedem via Wi-Fi. Outros proporcionam uma ligação à rede móvel 3G, solução mais flexível fora de casa.

O acesso permanente é crucial para explorar ao má­ximo o tablet. Informe-se sobre os custos da subscrição e acompanhe os dados do tráfego para evitar surpresas. Há operadoras que disponibilizam tarifários de internet móvel para usar em PCs, hotspots e tablets, mas o acesso à internet móvel não se esgota aí. É possível colocar um cartão de um qualquer operador móvel (mesmo que até inclua minutos e mensagens que não use), desde que seja compatível. Em alternativa, também pode fazer do smartphone um hotspot. É escolher a opção mais barata em cada momento e a que melhor serve o utilizador.

As aplicações e o potencial do tablet dependem do sistema operativo que o alimenta. Este é um fator decisivo. O iOS e o Android são os principais titãs em confronto. O iOS é muito intuitivo, mas fechado. Por exemplo, não podemos con­sultar conteúdos em formato Flash. Já a App Store, necessária para descarregar as aplicações, é bastante completa. Quase todos os concorrentes optaram pelo Android. Mas se os princípios são idênticos, a versão ou a aparência variam em função do aparelho. Para o utilizador, a diferença começa nas aplicações. Nalguns casos, es­tas revelam-se dececionantes. Muitas são inúteis e mal concebidas.


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