Guia de compras

Tablets: guia de compras

17 maio 2016
Como comprar tablets

17 maio 2016
Ecrã, velocidade, memória, bateria e ligações merecem um exame crítico. Com design apelativo e fáceis de transportar, os tablets são o fenómeno tecnológico mais tentador. A imagem e o ecrã tátil marcam a diferença.
Com uma diagonal de ecrã entre 7 e 11 polegadas, o tablet destina-se a uma utilização em qualquer lugar. É essencial que o ecrã seja legível. Verifique a refletividade e se a visibilidade é correta sob a incidência direta de luz artificial ou solar. Examine a imagem e a legibilidade com diferentes ângulos de visão, bem como a sensibilidade e a velocidade da função tátil. O ângulo de visão, a luminosidade e o contraste são critérios decisivos.

O tablet deve ga­rantir autonomia suficiente para sobreviver no mínimo um dia sem carregar a bateria. A autonomia de alguns modelos ronda as 3 horas, o que é insuficiente. Os melhores permitem navegar via Wi-Fi durante 12 horas seguidas.

Low-cost amigos do carregador

Os tablets low-cost entram em cena com o sistema operativo Android numa versão recente. Nas lojas, os tablets das grandes marcas “socializam” com aparelhos de fabricantes até agora desconhecidos. A maioria dos ecrãs cumpre a função de forma satisfatória, mas experimentámos alguns problemas: cores pouco vivas, visibilidade reduzida no exterior ou com luz direta, ângulos de visão limitados e funcionalidade tátil com falhas de precisão e lentidão. Os aparelhos de baixo custo permitem navegar pela Net, utilizar o correio e as redes sociais, ouvir música e reproduzir vídeos. Mas a experiência não é tão satisfatória e prepare-se para o pronto-socorro do carregador.

Uma das maiores fraquezas dos tablets baratos é a reduzida autonomia. A bateria deverá durar o tempo suficiente para um dia. O ideal é contar com mais de 8 horas, mas 6 horas já é um valor razoável. A maioria dos aparelhos de baixo custo dura menos de 4 horas a utilizar a Net e menos de 5 horas a reproduzir vídeos.

Ao nível do sistema operativo, todos os modelos de baixo custo utilizam o Android Ice Cream Sandwich, a versão anterior à mais recente, que apenas alimenta o Google Nexus. Mas também é importante que o aparelho aceda à loja de aplicações associada ao sistema operativo.

Para apresentarem um preço tão apetitoso, os fabricantes poupam na qualidade de alguns componentes. A memória anunciada é sempre superior, mas nalguns casos a capacidade real para armazenar conteúdos multimédia e instalar aplicações é muito limitada. Felizmente, todos os modelos baratos dispõem de uma entrada para cartão micro-SD que permite aumentar a memória.

Se pretende um dispositivo pequeno, portátil para realizar algumas tarefas de forma mais cómoda e não é muito exigente com a tecnologia, os tablets low-cost justificam a atenção. Se tem muitas ambições em matéria de desempenho, nem considere esta hipótese.

Polivalência é o elo mais fraco

A mais-valia do tablet é a consulta de con­teúdos, leitura de e-mails, navegação na Net, vídeos, música e jogos. Mas ao con­trário do computador clássico é mais complexo criar conteúdos. Não é fácil escrever um texto com várias páginas através do teclado virtual.

Em matéria de versatilidade, todos os tablets falham em pelo menos uma das ligações mais úteis. Para conseguir um tablet versátil, verifique se está munido de vários tipos de ligações (de dados, para cartões de memória, às redes, para teclado e monitor, entre outras). As portas USB e as entradas para cartões SD não são o prato forte dos tablets.

Mantenha sob vigilância a memória: 8 GB pa­recem muito, mas são facilmente ocupados sobretudo ao transferir vídeos ou fotografias.

Wi-Fi, 4G e aplicações

Para navegar na Net, alguns tablets só acedem via Wi-Fi. Outros proporcionam uma ligação à rede móvel 3G, solução mais flexível fora de casa.

O acesso permanente é crucial para explorar ao má­ximo o tablet. Informe-se sobre os custos da subscrição e acompanhe os dados do tráfego para evitar surpresas. As operadoras já disponi­bilizam tarifários para tablets.

As aplicações e o potencial do tablet dependem do sistema operativo que o alimenta. Este é um fator decisivo. O iOS e o Android são os principais titãs em confronto. O BlackBerry já aparece nos PlayBook com a mesma marca. O iOS é muito intuitivo, mas fechado. Por exemplo, não podemos con­sultar conteúdos em formato Flash. Já a App Store, necessária para descarregar as aplicações, é bastante completa. Quase todos os concorrentes optaram pelo Android. Mas se os princípios são idênticos, a versão ou a aparência variam em função do aparelho. Para o utilizador, a diferença começa nas aplicações. Nalguns casos, es­tas revelam-se dececionantes. Muitas são inúteis e mal concebidas.

Lojas livres ou exclusivas

Necessários para instalar as aplicações, os portais melhoram a polivalência. Tem de criar uma conta e escolher as aplicações. Os tablets trazem aplicações pré-instala­das, mas pode adicionar no­vas. Muitas são gratuitas. Algumas custam entre 1 e 80 euros.

A Apple App Store leva um grande avanço e conta com o maior número de aplicações para fazer quase tudo. O Google Play goza de um número con­siderável de aplicações. Os dispositivos Android sem este acesso dispõem de uma loja alternativa do fabricante, mas pior. Tem menos aplicações e de qua­lidade inferior.

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