Primeiras impressões

Testámos a Canon EOS M: pouco versátil para o preço

24 junho 2013 Arquivado

24 junho 2013 Arquivado

A Canon parte atrasada na corrida a um lugar de destaque no competitivo segmento das máquinas fotográficas compactas com lentes intermutáveis. Mesmo assim, atinge os objetivos. À primeira vista, a ausência do visor ocular e o preço a começar nos € 499 são os pontos fracos.

Dimensão e peso reduzidos, facilidade de utilização, sensor de grande dimensão e imagem com boa qualidade são a receita da Canon para ascender ao topo.

Boa qualidade, mas ainda pouco interessante
Os nossos testes em laboratório revelaram fotos nítidas e com boa qualidade e um estabilizador de imagem eficaz. Consulte as características e os resultados do teste na nossa ferramenta.

A gravação de vídeo também produziu resultados interessantes. Mas a focagem mostrou-se algo lenta. Além disso, o facto de ter de acoplar manualmente o flash quando dele necessita torna-se pouco prático.

Resumindo, apesar de uma boa qualidade global, existem opções mais completas, versáteis e interessantes, a um preço mais acessível.

A EOS M é demasiado cara para o que oferece.
A EOS M é demasiado cara para o que oferece.

O sensor APS-C, de 18 MP, é igual ao usado no modelo reflex EOS 650D. Com 22,3 por 14,9 mm, proporciona um fator de corte de 1.6x e fica a meio caminho entre o formato a que recorrem as rivais da série 1 da Nikon e as máquinas de enquadramento total (full frame).

O sensor da Canon EOS M fica a meio caminho entre o das rivais da Nikon 1 e o das máquinas de enquadramento total.
O sensor da Canon EOS M fica a meio caminho entre o das rivais da Nikon 1 e o das máquinas de enquadramento total.

Objetivas não surpreendem
As objetivas encaixam num novo tipo de baioneta designado por EF-M, mais pequena do que a presente nas reflex da marca. A opção levanta, no entanto, o inconveniente de não ser possível usar as mesmas lentes sem recorrer a um adaptador.

O zoom fornecido com o kit é normal (3x), com distâncias focais entre 29 e 88 mm. A abertura máxima também está alinhada com a concorrência: faz f/3.5 em grande-angular e f/5.6 em teleobjetiva.

Para já, existem poucas lentes disponíveis para esta máquina. Além do kit, a marca propõe um zoom grande-angular de 11-22 mm (€ 409) e uma focal fixa de 22 mm com abertura máxima de f/2 (219 euros). Se possui outras objetivas da Canon, a melhor alternativa é comprar um adaptador EF-EOS M (119 euros).

Ecrã de elevada resolução
O ecrã de 3,1 polegadas é um dos pontos fortes deste aparelho híbrido. Apresenta 1040 Kpix de resolução e é tátil, mas não pode ser orientado. Já o interface mostra-se fácil de utilizar.

A Canon EOS M permite gravar imagens sem compressão (RAW) e ajustar manualmente a abertura e a velocidade de obturação, para obter resultados mais precisos. Um seletor rotativo na parte superior ou na frente da máquina seria bem-vindo, mas só existe um na traseira, que também se destina a navegar nos menus.

A interação pode ser feita diretamente no ecrã, por toque, ou recorrendo ao seletor rotativo na parte traseira.
A interação pode ser feita diretamente no ecrã, por toque, ou recorrendo ao seletor rotativo na parte traseira.

Nota negativa para a inexistência de flash integrado e visor ocular. O primeiro vem com o kit e deve ser acoplado na sapata localizada na parte superior da máquina. A autonomia da bateria é reduzida: não vai além dos 230 disparos.

O aparelho dispõe de uma sapata para flash externo.
O aparelho dispõe de uma sapata para flash externo.

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