Primeiras impressões

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À primeira vista, estas máquinas fotográficas são semelhantes às suas "irmãs" sem GPS. O logo GPS na parte superior indica que está equipada com um recetor GPS. Este regista o local onde a fotografia foi captada e junta as coordenadas à foto, como uma referência.

As fotografias tiradas no mesmo local são reagrupadas, de modo a não ter de pesquisar e classificá-las. Esta referência é clara e só aparece nos programas compatíveis, como, por exemplo, o Google Picasa ou o iPhoto, para visualizar as fotos. Resultado útil e imediato deste equipamento: todas as imagens agrupadas por local e uma panorâmica rápida dos pontos da sua viagem.

Incluídos nos nossos testes comparativos, há 4 modelos com esta função que examinámos: Casio Exilim EX-H20G (€ 299), Panasonic DMC-TZ10 (entre € 399 e € 469), Samsung WB650 (entre € 279 e € 299) e Sony Cybershot DSC-HX5 (entre € 319 e € 399). Custam mais € 100 do que as máquinas equivalentes sem georreferenciação.

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O símbolo GPS na parte superior da Panasonic DMC -TZ10 indica que a máquina tem um recetor GPS integrado.

Muito tempo para entrar em ação
Com o aparelho a funcionar, o GPS pode calcular a sua posição. Mas tal não é garantido em todos os casos. Se, por exemplo, o utilizar depois de percorrer algumas dezenas de quilómetros, precisa de esperar 5 a 15 minutos até que a função GPS fique operacional. O problema repete-se se deixar o aparelho numa gaveta durante algumas semanas. Só a máquina da Sony permite acelerar o processo ao ligar o aparelho ao programa da Sony num PC.

Se voltar a ligar o aparelho pouco tempo depois de usar e com os satélites fixos, a acessibilidade ao sinal é mais rápida. A Samsung WB650 é dona da melhor receção. Mas as primeiras fotografias do dia ou as primeiras captadas num novo local são referenciadas com pouca precisão.

Em todos os aparelhos, o sinal é interrompido pelas paredes, o que impossibilita a receção. Neste caso, as máquinas utilizam a posição da última foto realizada.

A Casio tenta resolver o problema com um recetor híbrido de GPS, mas na prática este apenas o torna um pouco mais preciso. Com muitos movimentos em espaços interiores, este sistema pode provocar mais erros do que se utilizar as coordenadas da última fotografia.

Devoram a bateria
Um problema real é a bateria, que tem de carregar após um dia inteiro de utilização. Numa máquina fotográfica digital simples, a bateria pode durar mais de dois dias. Uma técnica simples para preservar a bateria em viagens mais longas é desativar a função GPS. Na Samsung WB650, pode fazê-lo através de um botão na parte superior.


Na Samsung WB650, pode facilmente desativar a função GPS para preservar a bateria.

Ao nível da função GPS, os quatro modelos analisados são muito idênticos. A Panasonic DMC-TZ10 entusiasma menos, porque só atualiza a posição de 5 em 5 minutos. Para agravar, a bateria esgota-se mais rapidamente. O GPS híbrido da Casio Exilim EX-H20G é o mais potente de todos, mas não beneficia assim tanto da inovação, como seria de esperar.


O GPS híbrido da Casio Exilim EX-H20G é o mais preciso de todos.

Ao nível da qualidade global, os aparelhos garantem resultados comparáveis aos das máquinas fotográficas sem esta função. Custam mais € 100, mas não justificam o investimento. A alternativa mais simples é georreferenciar por si a coleção de imagens através da função Geocode disponível no gratuito Google Picasa.

Em breve, publicaremos as primeiras impressões de um cartão de memória SD que também já faz a georreferenciação.