Primeiras impressões

Canon G1x: boas imagens para uma focagem automática lenta

16 maio 2012 Arquivado

16 maio 2012 Arquivado

Fotos com grande definição e um estabilizador que permite capturar imagens a baixas velocidades de obturação marcam pontos a favor da Canon G1x. Mas o autofocus lento penaliza o desempenho global desta máquina fotográfica.

A ideia de que é o número de pixels a determinar a qualidade da imagem ainda faz escola. Na verdade, esse lugar é ocupado pelo tamanho e pela qualidade do sensor. Quanto maior, menor a tendência para ruído na imagem e mais fidelidade e profundidade ao nível das cores. O sensor usado pela nova máquina da Canon tem 1,5 polegadas, maior do que a maioria nas câmaras compactas da concorrência. Este é o truque para imagens de grande qualidade.

O sensor de 1,5 polegadas permite imagens de grande qualidade.

Vantagens e inconvenientes em confronto
Apreciado por muitos fotógrafos, o visor ótico permite um enquadramento da imagem sem recurso ao ecrã LCD, ao contrário do que acontece na generalidade das máquinas compactas.

A nova Canon possui um zoom de 4 x combinado com um sensor de grandes dimensões. A abertura máxima quando o zoom está na posição de grande-angular (menor distância focal) é de f2.8, o que dá a possibilidade de fotografar em fracas condições de luz. Já a abertura de f5.8 na distância focal máxima é limitada, mas está a par com a concorrência.

Outro aspeto prático são os botões de controlo externos, que evitam o uso de menus. A compensação da exposição em mais ou menos 3 stops também se mostra bastante útil.

Os botões externos evitam o recurso a menus pouco intuitivos.

O visor é rotativo, para captar imagens de ângulos originais. A máquina dispõe de dois LED que indicam o estado do carregamento da bateria. Só quando esta se encontra totalmente carregada acende o segundo LED.

A necessidade de pôr e tirar a tampa da objetiva constantemente torna-se pouco prática. A possibilidade de fazer imagens que, “coladas”, resultam num efeito panorâmico também está desatualizada. Muitas máquinas dispõem deste efeito sem exigirem corte e costura.

A máquina anuncia uma sensibilidade máxima de ISO 12800. Mas a regulação automática só vai até 1600. É pena, pois o aparelho faz imagens de 3200 com muita qualidade.

Esta câmara é um pouco maior do que o outro modelo da série G, o G12, característica que não penaliza a utilização. Mas a relação entre o número de fotos tiradas e a necessidade de carregar a bateria é pouco vantajosa. A G1x faz apenas 250 fotos numa carga, ao passo que a G12 atinge as 370.

Até 1 segundo para focar a imagem
A qualidade da imagem, o aspeto mais importante, está lá. Fotografias com muito pouco ruído e cores fiéis, mesmo no automático, são a marca desta máquina. O ótimo estabilizador de imagem permite fotografar praticamente na distância focal máxima a baixas velocidades, como 1/40 segundos. Este valor é suficiente para congelar a maioria dos movimentos do ser humano, embora se revele limitado para fotograr desporto. O sistema de deteção de movimento também funciona muito bem.

As características positivas são manchadas pelo lento sistema de autofocus, que, em certas situações, pode demorar entre meio e 1 segundo a focar a imagem. Também se revela limitado para fotografar no modo contínuo, permitindo apenas 1,9 fotogramas por segundo. Porém, este aspeto não é tão problemático para a maioria dos fotógrafos amadores.

À espera da próxima geração
A Canon G1x combina as pequenas dimensões das máquinas compactas com a qualidade de imagem dos aparelhos mais sofisticados. Consegue, por exemplo, aliar um grande sensor com um zoom mais potente. Mas o sistema de focagem automática é demasiado lento para garantir uma experiência agradável, a menos que prefira fotografar paisagens ou objetos estáticos. Além disso, o preço pode ser elevado: o valor indicado pelo representante é de 699 euros. Esperamos que, pelo menos, na próxima geração estes problemas sejam retificados.


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