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Photokina: fim da corrida aos Megapixels no evento de fotografia

18 setembro 2014 Arquivado

18 setembro 2014 Arquivado

Design revivalista, conectividade, compactas com sensores de maiores dimensões e mais definição no vídeo são algumas das principais propostas dos fabricantes de máquinas fotográficas nesta edição da Photokina.

De 16 a 21 de setembro, o mundo da fotografia aflui a Colónia, uma pequena cidade com séculos de história ancorada sobre o Reno, para mais uma edição da Photokina. O evento, que se realiza de dois em dois anos, reúne fabricantes, especialistas e consumidores. As últimas novidades de máquinas fotográficas, acessórios, edição e impressão podem ser conhecidas no certame. 

No ano em que a fotografia faz 175 anos, a corrida aos megapixels parece ter terminado e agora as marcas avançam com outro tipo de propostas. Desde logo, a par das novidades, todos os fabricantes atualizaram as suas gamas de produtos e exibem nos standes os mesmos modelos, mas mais rápidos, com mais resolução e mais versatilidade. 

As máquinas com design retro ou vintage, acessíveis tanto a profissionais como ao consumidor em geral, são uma tendência para ficar. O revivalismo fez também sair do baú a velhinha polaroid, com vários modelos a recorrerem a uma tecnologia que permite partilhar imagens em tempo real, mas à moda antiga: em papel.
O passado está de volta. As máquinas vintage são uma tendência que veio para ficar.
O passado está de volta. As máquinas vintage são uma tendência que veio para ficar.
Modelos equipados com a tecnologia polaroid, acessíveis ao consumidor em geral, trazem descontração e divertimento.
Modelos equipados com a tecnologia polaroid, acessíveis ao consumidor em geral, trazem descontração e divertimento.
Os consumidores procuram cada vez mais imprimir e as marcas apercebem-se de que deixou de ser coisa do passado. Quiosques e máquinas de impressão, embora não sejam uma novidade, continuam pesos pesados que as marcas trazem à feira.

A conectividade também se mantém em alta, para responder à necessidade de partilha de imagens nas redes sociais. Todos os segmentos de máquinas, direcionadas para amadores ou mesmo para profissionais, incluem ligações sem fios, como Wi-fi ou NFC.

Há dois anos, a Sony atirou uma pedra ao charco com o lançamento da RX1, uma compacta dotada de sensor full frame. A concorrência não quis ficar atrás e as principais marcas trouxeram modelos com sensores de grandes dimensões (por exemplo, uma polegada ou APS-C).


A chamada light field photography, uma tecnologia que já não é nova, volta a estar na ribalta. Ao captar a luz e a sua direção, permite fazer imagens em três dimensões e focar depois de tirar a fotografia. Se no passado a qualidade não convencia, este é hoje um dos pontos fortes da Photokina. 

No vídeo, a palavra de ordem é o 4K (ultra HD) ou, por outras palavras, os fabricantes oferecem neste momento quatro vezes mais definição do que a alta resolução que se conhecia. Já existem bastantes televisões a reproduzir o 4K, mas ainda não havia muitos equipamentos capazes de gravar nesta resolução. Imagens mais nítidas e realistas ficam na retina dos visitantes.

Algumas máquinas fazem vídeo em 4K, com uma resolução quatro vezes superior à alta definição.
Algumas máquinas fazem vídeo em 4K, com uma resolução quatro vezes superior à alta definição.
Propostas digitais lúdicas transformam a Photokina num certame com interesse para todo o tipo de públicos.
Propostas digitais lúdicas transformam a Photokina num certame com interesse para todo o tipo de públicos.