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Drones: consumidores escolhem os melhores e os piores

02 maio 2017 Arquivado
teste drones

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Comprou um drone e precisa de ajuda para começar? Siga as nossas dicas e conheça a experiência dos consumidores.

Funções de segurança

Além da utilização profissional, por exemplo, em filmagens ou entregas de encomendas, os drones têm uma vertente lúdica. Mas a popularização deste gadget levanta questões sobre a integridade física de pessoas e bens. Os fabricantes começam a desenvolver funcionalidades que reduzem o risco de acidentes.

Exemplo disso é a função Return to Home (RTH), presente nos 3 modelos mais sofisticados do teste - DJI Phantom 3, Parrot Bebop Drone e AEE toruk AP10. Pode ser ativada, por exemplo, quando se perde a ligação entre o drone e o comando ou quando o piloto não sabe onde está o aparelho. Neste caso, a RTH permite que o drone retorne automaticamente à posição inicial. Mas há que ter cuidado com o regresso, pois o aparelho não se desvia sozinho de eventuais obstáculos. Mais, para funcionar corretamente, antes de iniciar o voo, o drone precisa de ter tempo para adquirir o sinal de múltiplos satélites.

A RTH também é útil quando a bateria está a terminar. Evita que o drone caia abruptamente e provoque danos em terceiros e no aparelho. Pela mesma razão, outros 3 modelos mais fracos do teste (Ninco Air Max Cam, UDI R/C e Hubsand) reduzem a potência dos rotores quando a bateria está fraca, embora não tenham a função RTH.

Restrições perto dos aeroportos
O Geo fencing é uma função que limita o perímetro de segurança onde os drones podem voar. Dos 6 modelos testados, apenas o DJI Phantom 3 inclui a opção. 

Com geo fencing, o DJI Phantom 3 não levanta voo se estiver a uma distância inferior à estabelecida numa zona de influência de um aeroporto. Se a distância for superior a esse limiar mas inferior a outro predefinido, o drone pode ser operado, mas a altitude fica limitada. Este limite vai sendo reduzido à medida que aumenta a distância ao aeroporto, até deixar de haver restrições.

A distância-limite é fixada em função do tipo de aeroporto. Lisboa é um caso peculiar. O aeroporto é muito próximo do centro da cidade. Praticamente toda a cidade sofre de uma limitação de altitude. Na zona evolvente ao aeroporto, devido aos corredores aéreos, não é possível voar o DJI Phantom 3.

Função follow me marca tendência, mas é arriscada
Com as selfies na moda, os drones permitem capturar imagens segundo novas perspetivas. Uma novidade é a tecnologia follow me. Se o drone tiver GPS, este reconhece o sinal GPS do smartphone do utilizador ou do próprio comando, para determinar a posição exata, e segue-o.

Apesar de ser interessante, esta funcionalidade envolve riscos, porque o drone não consegue detetar obstáculos, o que faz com que a probabilidade de colidir com um objeto seja elevada. Por isso, os fabricantes começam a investir em formas de identificar e evitar obstáculos, com recurso a sensores, como radares, laseres ou sensores óticos.

Nenhum dos drones inclui a função follow me. Mas, como é uma tendência, poderão ser lançadas atualizações que com essa funcionalidade para os mais sofisticados.