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DJI Mavic Air: um drone seguro, mas ruidoso

Testámos a versão mais completa do drone DJI Mavic Air. Um dos pontos fortes é a tecnologia integrada para garantir a segurança do voo. Como pontos fracos, destacamos o ruído e o preço elevado.

28 março 2018
mavic air

DJI

O DJI Mavic Air foi o primeiro hot product no segmento dos drones a ser lançado em 2018 pela marca chinesa DJI. A versão mais recente promete um salto tecnológico em relação às gerações anteriores, posicionando-se entre o DJI Spark e o DJI Mavic PRO. Está à venda em Portugal com preços a partir de 850 euros.

Em laboratório, testámos a versão mais completa - o Mavic Air Fly More Combo pack -, que se distingue da versão base por incluir 12 pares de hélices (a versão base tem apenas 8), 3 baterias (2 na versão base), estação de carregamento para 4 baterias e uma prática bolsa de transporte.

Um drone compacto e resistente

O Mavic Air é pequeno e compacto, com os braços das hélices rebatíveis, à semelhança do Mavic Pro. Ou seja, para arrumá-lo não é necessário desmontar as hélices, basta dobrar os braços.

O aparelho é bastante robusto, o que indicia uma boa qualidade de construção. Assemelha-se muito ao Mavic Pro, mas tem um design mais aprimorado e é bastante mais leve e pequeno em modo de voo. Tem menos 300g do que o seu irmão mais velho, o que corresponde a menos 40% de peso.

Quando comparado com o mais pequeno e mais barato DJI Spark, o novo modelo pesa apenas mais 128 g. Mas já tem gimball de 3 eixos (mais um do que o Spark), ou seja, um dispositivo giroscópico que mantém a orientação da câmara, independentemente do movimento do drone. Em relação ao vídeo, o Mavic Air filma em Ultra HD (4k), enquanto o Spark grava apenas em Full HD. Em fotografia, o Mavic Air faz 12 MP.

Comando sem display, com joysticks removíveis

O comando do Mavic Air é semelhante ao do Spark e, ao contrário do comando do Mavic Pro, não tem display. Traz um cabo para ligar ao telefone e usar a app como painel de instrumentos de voo e de captura de imagens.

A app utilizada é a DJI GO 4, a mesma de outros drones da marca que, além de informação sobre o voo, também pode ser usada para pilotar o drone. A app transmite o vídeo em tempo real e fornece informações sobre altitude, velocidade, distância, obstruções e autonomia.

No Mavic Air, o comando destaca-se por permitir remover os joysitcks, encaixando-os no próprio comando, o que acaba por facilitar o armazenamento.

Facilidade de utilização impressiona

A primeira impressão, mal se descola o Mavic Air, é a de que é um drone ruidoso por causa da elevada velocidade de rotação das hélices que, sendo relativamente pequenas, têm de rodar mais rápido para gerar sustentação suficiente. O Mavic Air mantém facilmente a posição e a estabilidade. A operação de descolagem é bastante simples se considerarmos o tamanho reduzido do aparelho e, sobretudo, quando comparado com outros drones.

A razão de subida/descida e velocidade de deslocação na horizontal podem ser controladas no comando, o que ajuda os utilizadores pouco experientes. No modo Sport, no qual a resposta dos comandos é total, a velocidade impressiona: segundo o fabricante, atinge quase 70 quilómetros por hora.

Manobrar o Mavic Air torna-se uma tarefa fácil, pois é um drone que cumpre com precisão os comandos do piloto. Como é pequeno, quando operado a uma distância superior, é fácil perder a perceção da sua orientação e os LEDS que o identificam não brilham o suficiente para ajudar na tarefa. Em Portugal, só é permitido voar de dia e em linha de vista.

Um dos pontos fortes dos aparelhos da DJI é a tecnologia integrada para garantir a segurança do voo. Nesse aspeto, o Mavic Air vem muito bem equipado. Conta com 6 câmaras de posicionamento ótico, sensores infravermelhos, dual-band GPS e uma unidade de medição de inércia que contribuem para a estabilidade em voo, deteção e desvio de obstáculos e capacidade para lidar com vento moderado.

Na prática, toda esta tecnologia faz com que qualquer utilizador, mesmo que pouco experiente, consiga pôr este aparelho a voar em poucos minutos e de forma segura.

A câmara tem boa definição e reprodução de cores

Analisámos a qualidade da câmara, que tem como propósito principal a captura de vídeo e de fotografia. Concluímos que a câmara tem boa definição e reprodução de cores para ambas as funções. É uma câmara superior à do DJI Spark, mas inferior à do Mavic PRO. A estabilidade do vídeo também impressiona pela positiva.

A câmara faz vídeo em Ultra HD (4k) com 2160 linhas e 30 frames por segundo. Reduzindo a resolução, é possível filmar até 120 frames por segundo e fazer vídeos muito criativos em câmara lenta.

As nossas conclusões

Voar o Mavic Air é muito divertido e impressiona pela sua agilidade, que supera a de drones bastante maiores. Desloca-se a uma velocidade impressionante e é controlável com precisão.

O comando também é compacto e fácil de usar. A app é uma ajuda fundamental, fornecendo informação adicional muito importante. Os diversos sensores ajudam na condução segura do voo e o drone é capaz de detetar e desviar-se de obstáculos de forma autónoma. Os novos modos de voo automático permitem capturar vídeos muito criativos.

Em termos de segurança, a nota também é positiva. Em caso de emergência ou falha de bateria, o Mavic Air consegue regressar à base sem dificuldades.

Quanto à autonomia, medimos 18 minutos de voo. São mais 5 do que o Spark e menos 5 do que o Mavic PRO. Apesar de todas as conclusões positivas, é um equipamento demasiado caro para fazer parte das nossas recomendações.