Guia de compras

Drones: guia de compras

26 junho 2017
Testes DECO a drones

26 junho 2017
Para evitar imprevistos, é importante o drone ter mecanismos de segurança, como limites de altitude e geográficos (geofencing) ou a função "return-to-home".
Os drones para o consumidor em geral estão a crescer em sofisticação. Desde logo, preveem mais mecanismos de segurança operacional, como limites de altitude e geográficos (geofencing) e zonas interditas (no-fly), algo indispensável, por exemplo, nas proximidades de aeroportos. Como a lei impõe restrições ao voo junto a este tipo de infraestruturas, tais precauções podem marcar a diferença entre cumprir e não cumprir as disposições legais. Não está por dentro das regras? Clique aqui.

Muito úteis são também as funções de “return to home”, que obrigam a geringonça a regressar à casa de partida em face de uma emergência, como falha de comunicação com o comando ou bateria fraca. Os drones incluem ainda opções mais sofisticadas ao nível da fotografia e do vídeo. Captação de selfies, voo em órbita e a função “segue-me” (follow me) começam a tornar-se banais. Como os vídeos em 4K podem ser muito pesados, um cartão de memória SD de elevada capacidade e desempenho é uma mais-valia (de preferência de classe 4, 6 ou até 10).

Quase todos os modelos têm apps associadas que somam funcionalidades ao drone, como a possibilidade de acompanhar a filmagem no ecrã, enquanto outras substituem o comando na tarefa de manobrar a engenhoca. Mas mesmo os drones que incluem comando permitem encaixar o smartphone para enquadrar as fotos ou as filmagens, e seguir de perto o que está a ser capturado. Por sua vez, os modelos que trazem ecrã integrado no comando dispensam o emparelhamento com o smartphone, o que facilita a preparação do voo.

Voar um drone já não tem grande ciência. Tipicamente, existem dois joysticks: um para subir, descer e rodar sobre si mesmo (yaw), outro para deslocar o drone nas diversas direções. Longe vão os tempos em que o piloto de um aeromodelo tinha de ajustar constantemente a potência dos rotores através do comando, o que requeria verdadeira maestria. Hoje, qualquer um é piloto. Largados os comandos, a aeronave mantém as posições vertical e horizontal. Pode parecer simples, mas requer a leitura e o processamento de dados de muitos sensores: GPS, sensores óticos, barométricos, giroscópicos, entre outros. A cada alteração de uma variável, o drone tem de calcular e ajustar instantaneamente a potência de cada um dos quatro rotores.

No entanto, operar a aeronave através do smartphone, e não com o comando, é menos prático, requer habituação e pode ter impacto no desempenho. O piloto tem de ser preciso ao tocar no ecrã, para dar as ordens certas: de contrário, a engenhoca pode descrever movimentos erráticos. Mas possuir um comando também não é sinónimo de excelência. Alguns drones registam mau desempenho, apesar de incluírem aquele dispositivo.

E quanto é que dura uma viagem de drone? Não espere mais do que uns 25 minutos de voo, que podem descer abaixo dos 10 no caso dos drones com pior nota. Não deixa de ser frustrante esperar uma a duas horas para carregar a bateria e depois usufruir de um prazer fugaz. Uma bateria adicional pode ser boa ideia, mas o preço, por vezes, é elevado. Para a Escolha Acertada, o DJI Phantom 3 Standard, fica em cerca de 150 euros.

Ao terminar as andanças do drone, saiba que certos modelos podem ser dobrados, mesmo com as hélices montadas, para facilitar o transporte. Outros exigem a desmontagem daquelas peças e da câmara. Noutros aparelhos ainda, existe uma ordem e posição certas para as hélices, um componente sensível, que, mal montado, provoca acidentes e resulta em despesas adicionais. E, já que estes brinquedos para adultos trazem tantos acessórios que somam euros à fatura, há que fazer contas. Se encontrar a Escolha Acertada ao preço mínimo, poupa € 188 em relação à média praticada pela concorrência.
 

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