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Compactas versus smartphones: a guerra continua

24 abril 2014

24 abril 2014

Do combate entre máquinas fotográficas compactas e smartphones, não é certo quem sairá a ganhar. Por enquanto, as compactas oferecem maior qualidade. Mas, se já tem um smartphone de topo de gama, este faz as honras da casa.

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Fazem-se apostas sobre o fim das máquinas fotográficas compactas, cortesia da revolução no mundo dos dispositivos móveis, capaz de produzir aparelhos tudo-em-um como os smartphones. As vendas das compactas encontram-se em queda, mas, como dizem os sábios do futebol, prognósticos só no fim do jogo. Por enquanto, a resposta à pergunta sobre se os smartphones podem substituir as compactas encontra-se em aberto, até porque estas contra-atacam inspirando-se nos primeiros. Ligações Wi-fi ou NFC, para partilhar imagens, ou até a incorporação do sistema operativo Android começam a surgir no segmento.

Para mais informações sobre os equipamentos aconselhados, consulte o nosso teste comparativo a máquinas fotográficas compactas e a smartphones.

Ataque e contra-ataque
Um sinal de que as compactas não estão dispostas a desistir sem dar luta é o aumento dos sensores, já que, num smartphone, dificilmente pode ser integrado um tal dispositivo de grandes dimensões. A miniaturização é inimiga da perfeição. Nas compactas, o sensor tem diagonal de 1 a 1,5 centímetros. Num smartphone, em regra, não vai além dos 0,8 a 1,1 centímetros. Maiores sensores capturam mais luz, o que se reflete na qualidade da imagem e permite controlar melhor a profundidade de campo. Neste aspeto, as compactas continuam, pois, a bater os smartphones aos pontos. Também há que considerar a adoção pelas compactas de zooms com distâncias focais cada vez maiores e de valores de abertura mais favoráveis.

Nos smartphones, os ecrãs de última geração, quase todos com alta definição e densidade muito superior à das máquinas, exibem de imediato imagens bastante apelativas. Mas, se compararmos no mesmo ecrã uma foto tirada por um smartphone com outra capturada por uma compacta, as diferenças tornam-se evidentes. Significa que, no geral, fica melhor servido com uma compacta, que, ainda por cima, implica um investimento inferior. Se, com cerca de € 200, consegue comprar uma máquina de boa qualidade, o investimento num smartphone com desempenho interessante na vertente fotográfica começa perto dos 500 euros. No entanto, se já tem um smartphone de topo, não vale a pena investir num segundo equipamento.