Dicas

Como fazer magia com a máquina fotográfica

22 setembro 2015
Alguns truques para fotografar melhor e com mais criatividade.

22 setembro 2015

Capturar boas imagens está apenas nas suas mãos. O primeiro passo para o sucesso é conhecer a máquina e as possibilidades que oferece. Revelamos meia dúzia de truques para dar largas à criatividade.

Se procura a máquina fotográfica à medida dos seus sonhos - uma compacta, híbrida ou reflex - o nosso comparador ajuda-o a escolher. No caso de já estar equipado, reunimos os nossos truques para alcançar os melhores resultados.


Controlar a luz

A máquina permite ajustar de três formas a quantidade de luz que atravessa a objetiva:

  • Com o diafragma. A abertura do diafragma é medida em valores do número f. Quanto maior o f, mais pequena a abertura e menos luz atinge o sensor para formar a imagem. Por exemplo, f:2 abre mais o diafragma do que f:16.
  • Com a velocidade de obturação. Neste caso, o fotógrafo determina a velocidade a que abre e fecha o obturador para deixar passar a luz. A velocidade é medida em frações de segundo. Quanto mais elevada, mais rápido é o movimento de abertura e fecho do obturador, o que significa que menor quantidade de luz atinge o sensor.
  • Com o ISO. Este corresponde à sensibilidade do sensor. Um ISO mais elevado traduz-se numa menor necessidade de luz para fotografar. Tem um inconveniente: a imagem adquire ruído (“grão”).

Escolher o modo de disparo

As máquinas digitais, tal como muitas analógicas no passado, têm modos de disparo que combinam a abertura e a velocidade, dos quais os mais frequentes são:

  • Prioridade à abertura (A ou AV). O fotógrafo define a abertura e a máquina determina a velocidade automaticamente.
  • Prioridade à velocidade (S ou TV). A máquina define a abertura para uma velocidade introduzida pelo fotógrafo.
  • Manual (M). A abertura e a velocidade são escolhidas de modo manual e independente. O equipamento mostra, face aos valores introduzidos, se as condições vão dar origem a uma imagem com excesso ou défice de luz. Mesmo assim, se for essa a escolha do utilizador, o aparelho permite fazer a imagem.
  • Modo P. A máquina calcula uma relação entre velocidade e abertura para determinada situação. O utilizador pode modificar a exposição alterando os valores de abertura e velocidade em conjunto e de forma inversa.
  • Automático. O equipamento determina a abertura e a velocidade de forma automática sem que o fotógrafo possa ajustar os valores de abertura e velocidade de obturação.

Selecionar um modo pré-programado

A grande maioria das máquinas oferece “cenas” ou modos pré-programados. Não é obrigatório recorrer a esta possibilidade para obter uma imagem perfeita, mas pode ajudar a dominar a configuração das variáveis de abertura e velocidade. Os mais comuns são:    

  • Retrato. Destina-se a fazer fotos de pessoas em primeiro plano. Abre o diafragma ao máximo (número f mais pequeno possível) para destacar o protagonista e desfocar o fundo.
  • Paisagem. A lógica é a inversa da seguida pelo modo de retrato. Fecha o diafragma ao máximo (número f mais elevado possível) e foca todos os planos da imagem. Para obter uma exposição correta, a máquina compensa a falta de luz recorrendo a uma velocidade de obturação lenta. Este modo é, assim, o ideal para fotos com todos os detalhes focados, como as típicas paisagens.
  • Desporto. Destinado a fotos de objetos em movimento, utiliza velocidades de obturação muito elevadas (por exemplo, milésimos de segundo). Permite capturar o momento exato em que um corredor cruza a linha da meta, sem que as pernas, que estão em movimento, fiquem com um efeito de arrastamento. Para compensar uma eventual falta de luz (por exemplo, em interiores), há que recorrer a um flash ou a um ISO mais elevado.
  • Macro. Pensado para focar a 10 centímetros de distância ou ainda menos e captar todos os detalhes, é quase idêntico ao modo de retrato em termos técnicos. Neste caso, a objetiva recebe a ordem de focar apenas o que está realmente próximo.
  • Noite. Corresponde ao inverso do modo de desporto. O obturador permanece mais tempo aberto, para captar a escassa luz da noite. Tanto o fotógrafo como o assunto devem estar móveis, evitando uma imagem tremida. O ideal é usar um tripé ou o estabilizador de imagem, que quase todos os aparelhos oferecem. Se quiser ter a certeza de que nada mexe no momento em que o obturador abre, pode recorrer ao disparador automático e evitar tocar na máquina.
  • Praia ou neve.  No geral, a máquina mede toda a luz da cena e ajusta os valores para que a fotografia não saia muito escura ou clara. Assim, procura um equilíbrio para que todos os elementos fiquem corretamente expostos. Ao fotografar uma pessoa num ambiente muito luminoso, como um cenário de neve ou praia, a máquina tenta nivelar os elementos e o indivíduo surge muito escuro. O modo de praia ou neve diz à máquina que não considere toda a luz do ambiente, mas apenas a que incide sobre a pequena área onde se encontra o protagonista.
  • Fogo-de-artifício. Funciona como o modo noturno, mas deixa o obturador aberto por muito mais tempo. Permite, assim, capturar a explosão do fogo-de-artifício e o material incandescente para obter um belo efeito. O uso do tripé é quase imprescindível.
  • Céu estrelado. Modo pré-programado recente, é idêntico ao de fogo-de-artifício, mas recorre a velocidades ainda mais lentas, na ordem dos 30 a 60 segundos. Ao optar por um tempo de exposição tão longo, dá a possibilidade de fotografar a luz das estrelas ou até o seu movimento. Também exige o recurso ao tripé.

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