Produção alimentar sustentável

Sustentabilidade Alimentar e Produção de Alimentos

A produção de alimentos representa 26% das emissões globais de gases de efeito de estufa. A provisão de proteínas animais (por exemplo, a carne, os ovos, o leite e o pescado que consumimos) tem um peso considerável neste cenário. Estes 26% de emissões distribuem-se por todas as áreas da alimentação: cadeia de aprovisionamento (18%, repartidos entre transporte, embalagem e retalho, por exemplo), pecuária e pesca (31%), culturas agrícolas (27%) e exploração do solo, com 24% (dos quais 16% para o uso do solo para a criação de gado).

Grafico Alimentação

O que pensam os portugueses

Realizámos um inquérito sobre o tema sustentabilidade na alimentação, em conjunto com outros 11 países europeus. Os portugueses fazem a ligação entre hábitos alimentares e a saúde do ambiente: à pergunta “o que lhe vem à cabeça quando pensa em alimentação sustentável?”, a que se seguiam um conjunto de nove hipóteses, 58% escolheram “impacto ambiental reduzido”, seguida de “não utilização de pesticidas e organismos geneticamente modificados” (49,5%). Ao mesmo tempo, a maioria (72,2%) diz que os seus hábitos alimentares são muito ou algo influenciados por preocupações de sustentabilidade. Talvez falte passar aos atos. Quase 62% concordam com a afirmação “estou disposto a comprar mais fruta e vegetais da época”. Mas é difícil essa passagem à ação: apenas 17% concorda em gastar mais dinheiro para comprar comida sustentável.

Atenção aos prazos de validade

Em casa, quando estiver a arrumar as compras, faça uma revisão dos prazos de validade. Há duas formas de apresentação: a data de durabilidade mínima e a data limite de consumo. Saber distinguir entre as duas também é evitar desperdício. A primeira é indicada por “consumir de preferência antes de ...” e a segunda “consumir até...”. “Consumir de preferência antes do fi¬m de” ou “consumir de preferência antes de” refere-se à data máxima de garantia de qualidade e aplica-se à maioria dos produtos de mercearia e congelados. É o caso do arroz, chocolate, feijão, grão e enlatados. Se a data for ultrapassada, os alimentos podem ser consumidos com relativa segurança, mas é possível que sofram alterações no sabor, na textura, na cor e no cheiro. “Consumir até” corresponde à data até à qual o produto pode ser consumido com segurança. Aplica-se a alimentos perecíveis, ou seja, que se degradam com facilidade, como peixe, carne picada, salsicha fresca, carne de aves, queijo fresco, bolos com creme e iogurtes. Não deve consumir estes alimentos após a data indicada, pois pode correr o risco de intoxicação. Ao abrir a embalagem, respeite as instruções de conservação. Se congelar logo após a compra, prolonga a validade. Os produtos que excedem a data de ‘consumir até...’ devem ser rejeitados.