Voltar

Lâmpadas economizadoras: como escolher e usar

Em casa

Especialistas

iStock

As lâmpadas economizadoras, sobretudo as LED, são ainda ligeiramente mais caras, mas permitem poupar na utilização. Escolha o tipo de lâmpada em função da divisão a que se destina. Quando esta perder a intensidade ou deixar de funcionar, não a deite no lixo: entregue-a na loja ou no ecocentro. Veja as indicações da embalagem. Como os rótulos nem sempre são muito claros, descodificamos os principais símbolos. Esteja também atento à nova etiqueta energética. Com um código QR, as novas etiquetas permitem saber a cor das fontes de luz, mas também informações como a vida útil média da lâmpada.

Como poupar com lâmpadas LED

A iluminação da casa representa 10% dos gastos em eletricidade. As lâmpadas LED já conseguem bater as rivais em eficiência e o preço tem vindo a baixar bastante. Aposte nas lâmpadas LED para luz ambiente. Ao fim de 6 anos, todas as LED continuam a garantir luz e com a mesma intensidade, mesmo quando se liga e desliga muitas vezes o interruptor.

Feitas as contas, por ano, as LED são a opção mais barata. E também não sofrem com o efeito do frio: podem ser usadas no exterior sem perda de luminosidade ou maior tempo de arranque.

Se estiver à espera que a lâmpada antiga "morra" para trocar por LED, perde dinheiro enquanto o tempo passa. Uma lâmpada incandescente de 60 W ligada 2 horas por dia, 5 dias por semana e 11 meses por ano gasta quase 30 kWh, ou seja, mais de 6 euros anuais em eletricidade. Obtém a mesma luz com uma lâmpada LED de 7 W. Mas, no mesmo cenário de utilização, gasta pouco mais de 3,30 kWh, ou seja, cerca de 70 cêntimos de eletricidade por ano. Agora, multiplique pelo número de candeeiros que tem na sala e veja quanto pode poupar.

Também poupa se trocar as lâmpadas economizadoras por LED. No mesmo cenário, uma fluorescente compacta de 14 W gastaria o dobro da lâmpada LED: cerca de 1 euro e 40 cêntimos de eletricidade por ano.

Tipos de lâmpadas

Lâmpada fluorescente compacta: consome pouca energia e pode durar até 10 anos. É lenta a arrancar. Algumas lâmpadas podem demorar um minuto até terem metade do fluxo luminoso total. Não reproduz bem as cores. O preço ronda os 3 euros.

Lâmpada LED: tempo de vida longo, muitas vezes superior a 15 anos, desperdiça menos calor. É, por isso, também a mais económica e sustentável. As lâmpadas LED standard encontram-se a partir de 1,50 euros e as tipo tubo a cerca de 5 euros.

Lâmpada de halogéneo: parecida com a incandescente, produz luz mais brilhante, com maior tempo de vida e mais eficiência que as incandescentes. Encontram-se a partir de cerca de 1,50 euros.

Como ler o rótulo

Fluxo luminoso, tempo de vida em horas, número de ciclos ligar/desligar, cor e tempo para acender são dados obrigatórios. Nas lâmpadas direcionais (como os focos de luz) é ainda obrigatório apresentar o ângulo do feixe luminoso.

Os fabricantes têm de disponibilizar informação nos seus sites, como o tempo de arranque ou o fluxo luminoso no fim do tempo de vida. Afinal, não basta uma lâmpada ficar acesa durante 15 mil horas se ao fim das primeiras 5 mil perder metade do fluxo.

Escolher o modelo mais adequado era uma tarefa difícil e, por vezes, até dececionante, quando a cor da luz não agradava. No caso das lâmpadas fluorescentes compactas, existia ainda o problema de não se conhecer o tempo que demoram a atingir uma luminosidade razoável. Por esta razão, o consumidor não sabia se era indicada para corredores e zonas de passagem, onde é preciso acender quase de imediato, por exemplo.

Por imposição da Comissão Europeia, os fabricantes começaram a incluir informação prática no rótulo. Porém, a quantidade de símbolos que as embalagens atuais apresentam e a falta de ícones iguais em todas as marcas nem sempre tornam a escolha simples. Mostramos como ler os rótulos e fazer boas compras.

Fluxo luminoso

Os consumidores estão habituados a comparar a potência em Watts, mas nas lâmpadas importa, sobretudo, a quantidade de lúmenes emitidos. Duas lâmpadas com a mesma potência podem emitir fluxos luminosos muito diferentes e deve adequar-se o fluxo à zona a iluminar. Por exemplo, para uma iluminação residual ou espaços pequenos convém optar por lâmpadas com fluxos mais baixos (100 a 300 lúmenes).

Tempo de vida em horas

Essencial para avaliar a durabilidade. Quanto maior, mais tempo irá a lâmpada durar, permitindo uma maior amortização do seu custo.

Ciclos ligar e desligar

Indica o número de vezes que a lâmpada pode ser ligada e desligada. Critério fundamental se pretende usá-la na despensa, na casa de banho ou noutro lugar de passagem, pouco iluminado e que exija muitos ciclos de ligar e desligar.

Cor

Através do número de Kelvin (K), é possível identificar a cor. Uma lâmpada com 2700 K apresenta uma cor de luz idêntica à das antigas incandescentes; uma com 4000 K é mais branca. Algumas embalagens referem warm white, para descrever luz semelhante à incandescente ou cold white, para luz mais branca.

Os fabricantes podem adicionar informação sobre o índice de restituição de cor: a capacidade que a luz emitida tem de reproduzir a cor real dos objetos. Quanto mais próximo de 100, maior a capacidade.

Ângulo do feixe luminoso

Nas lâmpadas refletoras, mais conhecidas por focos ou spots, é importante verificar qual o ângulo do feixe de luz. Tal permite perceber qual será a área iluminada por cada lâmpada. Por exemplo, com um ângulo de 5º, o feixe concentra-se numa área mais restrita do que com 120º. Um ângulo mais fechado pode servir para iluminar quadros e mesas de apoio, enquanto um mais aberto pode iluminar uma área de trabalho, como uma secretária ou uma bancada de cozinha.

Tempo de arranque

Número de segundos que a lâmpada demora a atingir 60% do fluxo luminoso. Quando tal acontece em 1 segundo, os fabricantes podem alegar instant full light. É o caso das lâmpadas de halogéneo e de LED.

Ao frio ou no exterior

As lâmpadas fluorescentes compactas eram afetadas pela temperatura ambiente, sendo o seu fluxo luminoso reduzido quando estavam temperaturas baixas. Com as lâmpadas LED, este problema não se verifica e apenas se tem de confirmar se, por exemplo, a lâmpada está apta a operar no exterior e se pode estar em contacto com humidade.

Diâmetro e comprimento

Verifique se as medidas correspondem às do candeeiro.

Mercúrio

O rótulo deve indicar a quantidade de mercúrio em miligramas, quando a lâmpada contém este metal. A lei permite um máximo de 2,5 miligramas. As lâmpadas LED, regra geral, não apresentam mercúrio na sua constituição.

Regulador de intensidade

Só alguns modelos podem ser usados em candeeiros ou interruptores com dispositivo regulador de intensidade (também conhecido por dimmer). Tal permite regular a intensidade de uma lâmpada de fluxo luminoso superior em diferentes contextos.

Nova etiqueta energética nas lâmpadas

As fontes de luz têm uma nova etiqueta energética que inclui lâmpadas e luminárias integradas (por exemplo, candeeiros com a lâmpada incorporada).

O regresso à escala de A a G, abandonando as classes “+” que tornavam mais difícil a diferenciação entre produtos, é uma das grandes novidades da nova etiqueta energética, que passa também a incluir o código QR que permite aceder à Base de Dados de Produtos Europeia (EPREL, na sigla em inglês) e consultar todos os dados técnicos do produto.

No caso das fontes de luz, o código QR inclui informações sobre a cor das fontes de luz (por exemplo, branco quente, branco neutro ou branco frio), capacidade de atenuação, vida útil média, bem como outros recursos sobre a qualidade luminotécnica, incluindo reprodução cromática e cintilação.

  1. Classe de eficiência energética do produto

  2. Escala das classes de eficiência energética, de A a G

  3. Consumo de energia da fonte de luz no modo ligado

  4. Código QR

Como comprar a lâmpada certa por divisão

O tipo e o número certo de lâmpadas em casa pode aumentar o bem-estar e reduzir os custos de eletricidade. Para garantir o máximo conforto, analise a utilização que faz de cada espaço para escolher a iluminação mais eficiente.

As lâmpadas LED indicam o fluxo luminoso em lúmenes, mas os consumidores estão mais habituados à potência em Watts. Os rótulos das LED indicam a equivalência entre a potência (Watts) destas e das incandescentes, para facilitar a troca de uma pela outra. Em alternativa, para conhecer o fluxo luminoso (lúmenes) da incandescente, basta multiplicar os Watts por 10 e obtém um valor aproximado. Na loja, é só escolher a LED que mais se aproxima.

Para escadas, casas de banho e zonas de passagem, opte por lâmpadas que acendam rapidamente e possam ser ligadas e desligadas com frequência. Já em espaços com menor uso, como zonas de passagem, coloque modelos com menor fluxo luminoso. Para a garagem ou a cave, prefira as que podem ser usadas no exterior. Se a lâmpada estiver num local de difícil acesso, prefira uma de longa duração. Se usar lâmpadas fluorescentes compactas, prefira as de invólucro duplo em escritórios, quartos de crianças e cozinhas.

A cor da luz também é decisiva no conforto. Uma tonalidade amarelada, como a do nascer ou do pôr-do-sol, transmite tranquilidade e é mais quente e acolhedora. Já uma luz branca ou azul transmite frieza.

Preste atenção às características de cada tecnologia. Algumas lâmpadas economizadoras, como as fluorescentes compactas, têm atrasos no arranque, pelo que são desaconselhadas em escadas e outros locais em que é necessário acender a luz com rapidez. Mostram-se ainda pouco práticas na casa de banho.

Sala de estar e jantar

Crie pontos de luz para diferentes necessidades.

Cozinha

São precisos diferentes tipos de iluminação.

Quarto

Adapte as luzes aos diferentes espaços.

Casa de banho

É importante saber se há sujidade ou água no chão e garantir que se barbeia ou maquilha com o máximo de luz.

Escritório

Aproveite a luz natural

Para tirar o maior partido da luz natural ou artificial, as paredes devem ter cores claras, que refletem melhor a luz. Procure equipar a casa com cortinados translúcidos e não opacos para permitir a entrada de luz natural durante o dia.

A luz solar é a mais eficaz. Permite uma restituição perfeita de cores, bem como variações de coloração, intensidade e distribuição de luminosidade. É gratuita, inesgotável, não poluente e tem benefícios para a saúde. Com a iluminação adequada, produz mais, aumenta os níveis de atenção, melhora o sono e potencia o bem-estar.

Trocar e reciclar lâmpadas

No fim de vida, não deite as lâmpadas no lixo. As compactas fluorescentes incluem mercúrio e as LED muitos componentes metálicos nocivos para o ambiente.

As lâmpadas gastas devem ser sempre entregues na loja onde comprar a nova lâmpada ou colocadas num ponto de recolha deste tipo de resíduos. As lâmpadas são equipamentos elétricos e eletrónicos e, por isso, não devem ser colocadas no lixo comum.

Quando substituir uma lâmpada fluorescente compacta, tenha cuidado ao manuseá-la, para evitar quebras e libertação do mercúrio. Por exemplo, ao enroscar o casquilho, não o aperte com demasiada força.

Há perigo no mercúrio das lâmpadas?

O mercúrio é um componente essencial ao funcionamento das lâmpadas fluorescentes compactas, mas está limitado a 2,5 mg por lâmpada desde janeiro de 2013. Um termómetro antigo tinha cerca de 500 mg, ou seja, 100 vezes mais. A lâmpada não liberta mercúrio quando está acesa, mas, se partir, o mercúrio pode espalhar-se. Este risco é mais reduzido em lâmpadas de invólucro duplo.

Ainda assim, caso quebre, areje o local durante, pelo menos, 15 minutos. Use um pedaço de cartão para “varrer” o vidro partido e o mercúrio para um frasco de vidro ou saco de plástico e feche-os. Lave o chão com um pano húmido e deite-o fora quando terminar.

Consumidores com pele mais sensível podem ressentir-se com os raios ultravioleta das lâmpadas economizadoras. Para a maioria da população, só uma exposição prolongada (cerca de 8 horas) a uma distância inferior a 20 centímetros pode, eventualmente, provocar lesões na pele ou na retina do olho.

Veja também