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Seguro de saúde: utentes apontam pontos fracos

08 abril 2015
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08 abril 2015

Os seguros de saúde privados permitem diminuir os tempos de espera nas consultas e dão maior liberdade para escolher o local onde o utente será tratado. Mas o prémio e as coberturas continuam a causar insatisfação.

Os seguros de saúde voluntários, os cartões de saúde e os subsistemas para profissões ou empresas foram analisados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recentemente.

Se procura um seguro de saúde, consulte o nosso simulador. Ajudamos a escolher a melhor apólice para o seu caso e a poupar centenas de euros. Por exemplo, um casal de 35 anos, com um filho de 5 anos, consegue um seguro com hospitalização, ambulatório e estomatologia por € 278,39 anuais. E a partir de € 514, 24 por ano, um casal à volta dos 45 anos e filhos de 17 e 12 anos pode contratar um plano com hospitalização, ambulatório, estomatologia e próteses. O simulador permite personalizar o seu perfil com base no género, na idade, no número de pessoas que deseja incluir no seguro, nas coberturas pretendidas e na zona do País em que reside.

As despesas relacionadas com os seguros de saúde voluntários privados podem ser incluídas no IRS. Em 2015, está prevista a dedução de 15% dos prémios, num limite de 1 000 euros por titular.

Complementos ao Serviço Nacional de Saúde
Os cartões de saúde são diferentes dos seguros por não terem contratos tipificados, pelo que funcionam apenas como mecanismo de desconto. Em setembro de 2014, já tínhamos alertado para o facto de poucos cartões de saúde cobrirem internamento e de serem pouco úteis para quem vive fora dos grandes centros urbanos. Se está indeciso entre um cartão ou um seguro de saúde, compare os pontos fortes e fracos de cada um.

O relatório da Entidade Reguladora da Saúde aponta para um crescimento significativo dos seguros de saúde voluntários em Portugal nos últimos anos. A maioria dos consumidores opta por essa solução por prevenção, para diminuir os tempos de espera em consultas e pela maior liberdade na escolha dos estabelecimentos. Ainda assim, não estão satisfeitos com o valor do prémio, as coberturas e as exclusões. As cláusulas contratuais dos seguros voluntários excluem algumas situações, como intervenções médico-cirúrgicas com custos elevados ou cuidados de saúde que possam ser necessários ao tratamento de uma doença entretanto adquirida. Nalguns casos, criam limites ao número de sessões de fisioterapia ou de consultas da especialidade ou restringem a idade para contratar e cessar o contrato de seguro. Por isso, a ERS afirma que, “se os seguros de saúde, tais como são hoje, substituíssem o Serviço Nacional de Saúde na cobertura” destas despesas, “a universalidade do acesso não estaria garantida”.