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Seguros de saúde e de vida: fatores que agravam o prémio

11 janeiro 2016
Seguro de saúde e de vida

11 janeiro 2016

Se tem peso a mais ou a menos, é fumador ou ingere álcool fora das refeições, é provável que a seguradora lhe peça um prémio para o seguro de vida ou de saúde superior ao que pagaria em condições normais.

Sabia que se pesar uns quilinhos a mais ou a menos, se arrisca a pagar mais pelo seguro de saúde e de vida e, em certos casos, poderá até nem conseguir contratar uma apólice? O mesmo é válido se for fumador ou ingerir álcool fora das refeições. Estes são apenas alguns dos fatores tidos em conta pelas seguradoras na altura de avaliar o risco e determinar o preço do seguro de vida ou saúde.

Além do índice de massa corporal, dos hábitos tabágicos e da ingestão de álcool, a tensão arterial, o historial clínico, os antecedentes familiares, o sedentarismo, os hábitos desportivos e até as características genéticas podem ser fatores importantes considerados pela seguradora na subscrição.

Após analisar aqueles fatores, e na eventualidade de se detetar um problema de saúde já existente ou que tem fortes probabilidades de vir a ocorrer, a seguradora poderá aceitar o seguro mediante um agravamento do prémio, excluir a morte ou invalidez resultantes desse problema (no seguro de vida) ou as despesas de tratamento (no seguro de saúde). Em último caso, pode recusar o seguro.

Mentir ou omitir informações não é solução, visto que, nesses casos, a seguradora poderá anular o seguro e ficar com o prémio relativo ao período não decorrido.

O seguro de saúde que negociámos para os nossos associados com a mútua francesa MGEN não tem exclusões. Como tal, não exige o preenchimento de questionário clínico ou a realização de exames médicos prévios. O prémio é definido tendo em conta a idade da pessoa segura e o respetivo plano contratado.

Índice de massa corporal
O índice de massa corporal, calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado (kg/m²), permite à seguradora concluir pela magreza ou obesidade do proponente e assim avaliar o risco de este contrair algumas doenças associadas (cardiovasculares, hipertensão, diabetes, etc.).

Os valores considerados normais situam-se entre os 18,5 e os 25, no caso das mulheres, e entre os 20 e os 25, no dos homens. Para valores acima ou abaixo daqueles, as seguradoras aplicam várias percentagens de agravamento, que poderão chegar aos 300 por cento. A maioria das seguradoras recusa o seguro para valores inferiores a 15 e superiores a 47.

Tabagismo
O consumo de tabaco é responsável por 5% das mortes devidas a doenças cardiovasculares e 4% das mortes devidas a tumores malignos. Daí que uma das questões presentes nos questionários médicos das seguradoras seja o número de cigarros consumidos por dia. Em função da resposta, as seguradoras poderão aplicar diretamente um agravamento sobre o prémio ou analisar a resposta em conjunto com outros fatores de risco.

A maioria não agrava o prémio quando o consumo é inferior a 20 cigarros por dia, mas algumas fazem-no se fumar mais de 10 por dia. Entre os 20 e os 40 cigarros diários, o agravamento médio é de 30% sobre o prémio.

Ingestão de álcool
Os problemas ao nível do sistema nervoso, gastrointestinal (cirrose hepática, por exemplo) e oncológicos relacionados com o consumo de álcool em excesso são sobejamente conhecidos. Por isso, quando preenche uma proposta de seguro de vida ou de saúde, o candidato tem de indicar a quantidade e o tipo de bebidas alcoólicas que ingere diariamente. Em função da resposta, a seguradora poderá exigir a realização de exames complementares.

Tensão arterial
Pode ser um importante indicador do estado de saúde do segurado, pelo que todos os questionários médicos solicitam a sua indicação. Quanto mais alta a tensão arterial, maior o risco de doenças cardiovasculares (por exemplo: angina de peito, enfarte de miocárdio ou congestão cerebral).

Para valores até 14/9, a tensão é considerada normal e a seguradora não aplica agravamento. Acima daqueles valores, considera-se haver hipertensão e o prémio é agravado em função do respetivo grau.

Historial clínico
No questionário médico, o candidato tem de indicar todo o seu historial clínico, como doenças respiratórias, do sangue, de pele, do fígado ou nervosas. Se responder afirmativamente a alguma questão, terá de descrever detalhadamente a doença, órgãos atingidos e eventuais tratamentos, sendo certo que a seguradora excluirá da cobertura do seguro quaisquer sinistros relacionados com esse problema. Em alguns casos, pode mesmo recusar o seguro.

Sedentarismo
Por ser considerado um fator agravante de patologias já existentes, como doenças cardiovasculares, obesidade ou diabetes, contribui para o aumento do prémio.

Características genéticas
A genética já permite prever a probabilidade de alguém contrair uma determinada doença. A utilização desta informação pelas seguradoras permitiria reduzir substancialmente o risco do negócio, recusando o seguro a todas as pessoas que apresentassem fortes probabilidades de adoecer num futuro próximo. Simultaneamente, traria graves problemas éticos, ao impedir muitas de aceder a um seguro de vida ou de saúde.

Para prevenir estas situações, a lei proíbe a utilização de informação genética para aceitar ou recusar um seguro ou determinar a tarifa. As seguradoras estão assim proibidas de pedir a realização de testes genéticos ou de usar na análise do risco a informação de testes previamente realizados.

A informação genética pode resultar da realização de testes, mas também da simples recolha de informação familiar. Ainda que nenhuma seguradora faça depender a aceitação de um seguro de vida da realização de testes genéticos, a verdade é que muitas questionam sobre familiares que sofrem ou tenham sofrido de diabetes, epilepsia, doenças cardiovasculares ou oncológicas, por exemplo, bem como o grau de parentesco.


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