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Produtos milagrosos: cuidados a ter

20 janeiro 2015

20 janeiro 2015

A compra de produtos online é cada vez mais uma opção para os consumidores. Contudo, quer através de publicidade digital, quer através de publicações nas redes sociais, são promovidos produtos com determinadas características que acabam por não ter resultado prático.

Os produtos de emagrecimento e rejuvenescimento são os mais promovidos, sendo em regra publicitados resultados eficazes e em curto período de tempo. Estes resultados garantidos e/ou a possibilidade de reembolso em caso de insatisfação levam os consumidores a adquirir estes produtos, pagando, muitas vezes, quantias elevadas, sem antes verificarem da fiabilidade quer do produto, quer da entidade que o vende ou promove.

Relembramos os consumidores que a venda de “produtos milagrosos” sem prova em concreto dos resultados práticos decorrentes da sua aplicação/utilização é considerada uma prática comercial desleal e enganosa, podendo o consumidor em última instância exigir a resolução do contrato.

Pelo facto destas empresas não terem muitas das vezes sede ou moradas de contacto em Portugal, em caso de conflito, os consumidores ficam totalmente desprotegidos, sendo lesados na compra de produtos que não apresentam os resultados promovidos e esperados, perdendo ainda o valor investido nos mesmos.

Face às reclamações que nos chegam sobre esta matéria aconselhamos os consumidores:
  • antes de adquirir estes produtos verifique a fiabilidade da empresa e do produto;
  • certifique-se de que a entidade tem contacto físico em Portugal ou na Europa e serviço de apoio pós-venda;
  • guarde cópia da publicidade onde consta a informação sobre o produto, resultados e condições de reembolso, para devida prova;
  • caso se arrependa da compra, lembre-se que tem 14 dias para cancelar o contrato através de carta registada com aviso de receção, para a morada indicada no contrato/nota de encomenda. Se a empresa não tiver morada física, o cancelamento do contrato poderá ser feito por e-mail.
Se o vendedor não cumprir com as condições publicitadas, não respeitar o direito de livre resolução ou não reembolsar dos montantes pagos no prazo de 14 dias após o cancelamento do contrato, pode sempre contactar a DECO que informará e diligenciará no sentido da resolução do conflito existente, bem como denunciará estas práticas às entidades competentes.

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