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Organizações europeias de consumidores alinhadas com UE na defesa do acesso a medicamentos

26 agosto 2016
O Conselho da União Europeia soma-se à lista de entidades, já integrada pela DECO e pelo BEUC, Organização Europeia dos Consumidores, que sublinham a necessidade de garantir melhor acesso aos medicamentos.

26 agosto 2016
Medicamentos disponíveis em tempo útil e a preço comportável, e investigação em fármacos verdadeiramente inovadores são reivindicações antigas da DECO e da Organização Europeia dos Consumidores (BEUC). Agora, o Conselho da União Europeia (UE) vem defender o mesmo.

Preços devem ser mais transparentes

O custo proibitivo de alguns fármacos, como os tratamentos para a hepatite C, é outra frente de combate dos consumidores europeus. O preço elevado dos medicamentos pesa nos orçamentos nacionais.

Segundo um inquérito de satisfação que realizámos sobre as farmácias, 39% dos consumidores afirmam não ter comprado um medicamento em 2014 por não ter como suportar a fatura. Também a OCU, organização de defesa dos consumidores espanhola nossa congénere, revela que a despesa das famílias espanholas com fármacos é hoje 58% mais elevada do que em 2010.

O acesso à saúde não pode ser só para quem pode pagar, alerta o BEUC, que reivindica mais transparência na forma como a indústria farmacêutica estabelece os preços dos medicamentos e relativamente aos acordos nacionais feitos entre a indústria e o Estado. Este deve justificar o motivo para comparticipar os medicamentos. Tal deve passar por uma maior colaboração e troca de informações entre os Estados membros. Como os métodos são diferentes de país para país, alguns medicamentos poderão ser comparticipados num e noutro não. É necessário apostar na troca de informação para que exista uma maior equidade no acesso à medicação entre cidadãos europeus.