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Organizações europeias de consumidores alinhadas com UE na defesa do acesso a medicamentos

26 agosto 2016
O Conselho da União Europeia soma-se à lista de entidades, já integrada pela DECO e pelo BEUC, Organização Europeia dos Consumidores, que sublinham a necessidade de garantir melhor acesso aos medicamentos.

26 agosto 2016
Medicamentos disponíveis em tempo útil e a preço comportável, e investigação em fármacos verdadeiramente inovadores são reivindicações antigas da DECO e da Organização Europeia dos Consumidores (BEUC). Agora, o Conselho da União Europeia (UE) vem defender o mesmo.

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O BEUC denuncia ainda os grandes investimentos feitos na investigação de moléculas que não representam uma verdadeira mais-valia. Só 2% dos novos fármacos introduzidos no mercado francês entre 2000 e 2013 foram considerados vantajosos para os pacientes, segundo a conceituada revista Prescrire. A organização europeia dos consumidores acrescenta que a situação é semelhante noutros países, como na Alemanha e Holanda. Ou seja, a quase totalidade da investigação da indústria farmacêutica não trouxe uma verdadeira inovação na área dos medicamentos.

É necessário centrar a investigação em novas moléculas para doenças ainda sem cura ou que procurem solucionar questões de saúde pública (por exemplo, no domínio de novos antibióticos). Quando visa problemas para os quais já existe medicação, o novo medicamento deve provar ser superior ao tratamento existente, seja por ser mais eficaz, mais barato ou por gerar menos efeitos secundários. Mais do que comparar a nova molécula com um placebo (medicamento sem princípio ativo), os ensaios clínicos devem apostar na comparação com a medicação de referência já existente e revelar uma mais-valia para o consumidor para esta poder ser comercializada.