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Medicamentos genéricos: vendas sobem e atingem quotas de mercado de 45%

07 abril 2014 Arquivado

07 abril 2014 Arquivado

A subida na venda de medicamentos genéricos em 2013 fez com que estes atingissem uma quota de mercado de 44,7% em unidades dispensadas, cumprindo a meta de 45% definida para o ano passado.

Só no passado mês de dezembro, de acordo com os dados divulgados recentemente pelo Infarmed, o valor da quota chegou aos 45,6 por cento. Para este ano, a meta foi estipulada nos 60% de quota de mercado.

O Infarmed publicou uma análise do consumo de medicamentos genéricos em Portugal entre 2012 e 2013. Com base na Denominação Comum Internacional (DCI) – nome do princípio ativo de cada medicamento – analisou todos os medicamentos consumidos no mercado do Sistema Nacional de Saúde (SNS), nos últimos dois anos. Para calcular a quota de mercado dos genéricos, o Infarmed partiu do número de unidades de genéricos dispensadas inseridas no total de unidades de medicamentos vendidas.

Entre 2010 e 2013 verificou-se um aumento de unidades dispensadas de 7,1% (mais 368 milhões), sendo essa subida de 52,3% (mais 853 milhões) no caso dos medicamentos genéricos.

Encargos descem para o Estado e para o Utente
Neste período, apesar do aumento de unidades dispensadas, os encargos do SNS desceram 29,3%, o equivalente a menos 480 milhões de euros. Também os encargos para os utentes registaram uma descida de 6,2% (menos 43 milhões de euros).

Atualmente, existem 2771 farmácias em Portugal, das quais 1278 têm já uma quota de mercado de medicamentos genéricos igual ou superior a 45%. Entre estas, 300 superam mesmo os 50% de quota de genéricos.

De referir que as DCI com mais unidades vendidas em Portugal já têm genéricos comparticipados em Portugal (saiba quais na nossa base de dados). Além disso, entre as 805 DCI sem medicamentos genéricos disponíveis, 7,5% já têm genéricos com Autorização de Introdução no Mercado (AIM) aprovada, esperando-se a sua entrada no mercado a curto prazo. Há, no entanto, alguns grupos terapêuticos, caso das hormonas e das doenças respiratórias, onde os medicamentos genéricos têm tido menor penetração.