Notícias

Hepatite C: cada tratamento com sofosbuvir custa 48 mil euros

20 janeiro 2015 Arquivado
tratamento_hepatitec

20 janeiro 2015 Arquivado

Só os doentes mais graves estão a ter acesso ao sofosbuvir, o novo medicamento para tratar a hepatite C, que eleva a taxa de cura para perto dos 90 por cento. O valor inicialmente pedido pela farmacêutica é incomportável para o Serviço Nacional de Saúde. Saiba como evitar a doença.

Contágio, sintomas e prevenção

O contágio por VHC ocorre sobretudo por contacto sanguíneo. É mais frequente em pessoas que partilharam seringas, mas há também casos de doentes infetados através de equipamento médico mal esterilizado ou na sequência de transfusões de sangue (antes de 1992 não se fazia o despiste do vírus). As mulheres infetadas correm ainda risco, embora reduzido, de transmitir o vírus aos filhos durante a gravidez ou no parto.

Nem todas as pessoas infetadas com o vírus desenvolvem a doença. Em cerca de 20 a 25% dos infetados, a cura ocorre de forma espontânea. Nos restantes, a evolução da doença é geralmente lenta, com alterações progressivas da função hepática. Alguns doentes, sobretudo com cirrose, podem necessitar mesmo de um transplante de fígado. Os casos mais graves podem evoluir para cancro.

Em dois terços dos casos, a infeção aguda, na fase inicial da doença, não apresenta sintomas. À medida que a doença progride, podem surgir náuseas e dores abdominais, sobretudo do lado direito, icterícia (pele de cor amarelada), urina escura, febres baixas, fadiga e perturbações da digestão.

Como evitar o contágio
  • Transfusões: se vive ou vai viajar para países em vias de desenvolvimento, evite transfusões de sangue não urgentes que não tenham sido sujeitas a despiste do VHC.
  • Dentista: rejeite procedimentos médicos ou dentários em estabelecimentos onde claramente faltem condições sanitárias. 
  • Tatuagens: certifique-se de que o desenho de tatuagens ou a aplicação de body piercings obedece a todas as normas de esterilização e de desinfeção do material utilizado.
  • Seringas: não partilhe.
  • Esterilização: recuse sessões de acupuntura ou a aplicação de injeções com agulhas não esterilizadas ou com recurso a instrumentos que possam estar contaminados.
  • Contágio sexual: use preservativo, prevenindo o contágio caso ocorram lesões.
  • Higiene pessoal: não partilhe lâminas de barbear ou escovas de dentes.
  • Modere o consumo de álcool: por razões que a ciência ainda desconhece, 1 em cada 5 pessoas com doença hepática alcoólica crónica desenvolve o VHC, mesmo na ausência de outros fatores de risco.