Dossiês

Resistência a antibióticos: problema de saúde pública a resolver

30 dezembro 2019
resistencia a antobioticos

As nossas análises revelam que os antibióticos estão cada vez menos presentes em vários alimentos.

Antibióticos em alimentos

Publicámos o primeiro estudo sobre a presença de antibióticos em alimentos para consumo humano em 1997, numa ação conjunta com outras organizações de consumidores. Na altura, não foram detetados antibióticos em carne portuguesa. No ano seguinte, 15% das 60 amostras nacionais de carne de porco acusaram antibióticos.

Em 2003, analisámos 20 amostras de mel, metade das quais com antibiótico. Encontrámos o mesmo numa amostra de ovo (em 20) e em 2 (em 20) de carne de porco. Descobrimos ainda 17 (em 20) amostras de carne de peru e 10 (em 100) de porco com nitrofuranos. Estes são de novo detetados num estudo de 2007, desta feita em 4 (em 25) amostras de camarão.

Em 2006, voltámos a detetar resíduos de antibiótico em 6 (em 20) amostras de mel e em 3 de geleia real. E em 2010, num novo estudo sobre mel, apenas 1 amostra apresentava antibiótico.

Em 2013, contribuímos com outro teste inovador: em amostras de peito de frango, verificámos a presença de bactérias resistentes do grupo dos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas, entre outros) e produtoras de beta-lactamases de largo espetro (ESBL). Das 50 amostras analisadas, 37 continham bactérias produtoras de ESBL. Notámos também que alguns dos antibióticos usados (ampicilina, e cefotaxima) já não são eficazes contra estas bactérias.

Em 2016, repetimos o anterior teste a 40 amostras de peito de frango. Detetámos poucos resíduos de antibióticos.