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Pílula do dia seguinte: quando tomar, eficácia e efeitos

22 julho 2019
Imagem com vários blisters coloridos de pílulas anticoncecionais e pílulas do dia seguinte

A pílula do dia seguinte evita uma gravidez não desejada após uma relação sexual desprotegida ou em caso de falha do método. Conheça os medicamentos à venda.

Como tomar

Para ser eficaz, a utilização da contraceção de emergência deve ser feita dentro de 72 horas e no máximo até ao 5.º dia após a relação sexual. No entanto, a eficácia é tanto maior quanto mais precocemente for tomada a pílula.

Até 3 dias
Medicamento: Levonorgestrel 1,5mg
O que é: comprimido com 1500 microgramas de levonorgestrel, hormona feminina sintetizada.
Receita médica: não.
Eficácia: 95% (quando utilizado em menos de 24h).
Quando tomar: até 72 horas após a relação sexual, com maior eficácia nas primeiras 12 horas.
Efeitos adversos: náuseas, vómitos, perda de sangue, tensão mamária, tonturas e dores de cabeça.

Até 5 dias
Medicamento
: EllaOne
O que é: comprimido com 30 miligramas de acetato de ulipristal.
Receita médica: não (só à venda em farmácias).
Eficácia: 98%.
Quando tomar: até 5 dias após a relação sexual. Quanto mais cedo tomar, maior é a eficácia. Efeitos adversos: dor abdominal, perda de sangue, cólicas uterinas, dores de cabeça, fadiga, tonturas, náuseas, vómitos, cãibras musculares e alterações de humor, entre outros.

DIU como contraceção de emergência

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contracetivo a longo prazo, que pode evitar uma gravidez devido a uma relação sexual desprotegida nos 5 dias anteriores à aplicação.

O DIU com cobre pode ser usado como um método de contraceção de emergência, que é sobretudo apropriado para as mulheres que desejam mantê-lo como contraceção permanente e que cumprem os requisitos para o seu uso regular. 

DIU
O que é: implante em cobre para colocar no útero. Funciona também como contraceção de emergência ao impedir o encontro entre o óvulo e o espermatozoide.
Receita médica: sim.
Eficácia: 99%.
Quando colocar: até 5 dias após a relação sexual. Deve ser aplicado por um profissional de saúde experiente. Pode permanecer no útero até 5 anos, como contracetivo regular. 
Efeitos adversos: alterações do fluxo menstrual.

A utilização do DIU como contraceção de emergência requer a intervenção de um profissional treinado na sua colocação e experiente, em particular, no que se refere ao diagnóstico de gravidez, de infeção pélvica ou na avaliação da possibilidade de coexistência de uma infeção sexualmente transmissível. O seu uso generalizado é, assim, bastante mais restrito.