Dicas

Contraceção: que método escolher

Métodos barreira

O preservativo masculino, em geral, está revestido por lubrificante. Se usar mais lubrificantes, opte pelos aquosos. Os produtos à base de óleo podem danificar os preservativos fabricados em látex. O feminino, à base de poliuretano, além de conter o sémen, protege os lábios vaginais. Tal como o masculino, é de utilização única. No entanto, é difícil de aplicar e pode causar sensação de queimadura durante o uso.

Também com a função barreira, o diafragma deve ser inserido na vagina a cada relação sexual. Trata-se de uma espécie de disco de látex ou silicone, a usar em combinação com espermicida, que é colocado no interior e à volta do aro do diafragma, antes de cada utilização.

A proteção cessa seis horas após a relação sexual e, só nesta altura, deve ser retirado. Se não o fizer, terá de reforçar a dose de espermicida. Contudo, não deve usá-lo mais de 24 horas seguidas, sob pena de desenvolver síndrome do choque tóxico (infeção bacteriana grave).

O capuz cervical, outro método barreira, tem de ser colocado pela mulher, de modo a encaixar-se na base do colo do útero. Antes, é preciso encher um terço do dispositivo com espermicida. Pode ser inserido até oito horas antes do ato sexual e deve permanecer na vagina, pelo menos, seis horas a seguir ao mesmo.

Este método pode causar lesões cervicais. Se o mantiver por mais de 48 horas, pode haver irritação, alergia e choque tóxico. Não é indicado para mulheres com resultados anormais na citologia.