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Contraceção: que método escolher

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Há opções para prevenir uma gravidez, além da pílula e do preservativo. Conheça as vantagens e desvantagens de cada método. Os centros de saúde distribuem alguns, mas recomenda-se a consulta com o médico de família ou de planeamento familiar.

26 setembro 2018
Contracecao jovens

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Para escolher um método contracetivo é preciso ter em conta as condições de saúde, as rotinas e preferências de cada um e ainda se há o desejo de engravidar num período mais ou menos próximo. A taxa de sucesso depende do modo de utilização: a pílula, por exemplo, é dos métodos mais eficazes, mas, se a mulher se esquecer de tomar, a proteção fica comprometida. Há ainda que ponderar se há a necessidade de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, como VIH/sida, sífilis ou clamídia. Neste aspeto, os preservativos são o único meio seguro.

Há mulheres que usam métodos naturais, como o do calendário. Estes requerem conhecimento do organismo e grande controlo de eventuais variações, pelo que a eficácia é reduzida.

Prós e contras das soluções hormonais

A pílula pode combinar estrogénio e progesterona ou incluir apenas progesterona (minipílula), o que é indicado para mulheres que estejam a amamentar ou que não possam ou não queiram tomar estrogénios. Ambas devem ser iniciadas no princípio do ciclo menstrual e tomadas todos os dias. Após 21 dias, há uma paragem da toma durante sete dias, o que provoca a menstruação. A retoma deve ocorrer no mesmo dia da semana em que se começou a embalagem anterior. 

A possibilidade de esquecimento é a grande desvantagem deste método. Se se esquecer de duas ou mais pílulas, deve ingerir o comprimido logo que se lembre e usar preservativo durante os sete dias seguintes. No caso da minipílula, uma diferença de três a 12 horas, dependendo da marca, face ao horário habitual da toma exige precauções adicionais nos dois dias seguintes. 

Numa ou noutra, se vomitar nas três horas seguintes à toma, recomenda-se a ingestão de um novo comprimido assim que possível. Alguns antibióticos, antirretrovirais e antiepiléticos podem interferir com a sua eficácia. 

A vantagem deste método é que torna a menstruação mais previsível e regular e, segundo alguns estudos, pode prevenir certas formas de cancro, nomeadamente dos ovários e do endométrio.

Os efeitos adversos mais comuns da pílula combinada são náuseas, dores de cabeça, mudanças de humor, amenorreia, descargas vaginais e risco de trombose. A minipílula não oferece risco de formação de coágulos nas veias, devido à ausência de estrogénio. Além disso, diminui o fluxo e os sintomas antes da menstruação. Porém, não está isenta de efeitos adversos, como dor de cabeça ou na mama e aumento de peso. Há ainda probabilidade acrescida de surgirem quistos nos ovários.

O anel vaginal, em silicone e com estrogénio e progesterona, é colocado pela mulher, como um tampão, nos primeiros cinco dias da menstruação, onde deve permanecer durante três semanas. Segue-se uma semana de paragem (menstruação), após a qual é necessário um novo anel. Caso este se solte, deve ser lavado e reposto no prazo de três horas. Se passar mais tempo, é precisa contraceção adicional durante sete dias.

O adesivo, que também inclui as duas hormonas femininas, deve ser colado na pele. Com ação e efeitos adversos idênticos aos da pílula combinada, tem a vantagem de não implicar uma toma diária. Contudo, é importante verificar se o adesivo está bem colocado e se mantém a aderência à pele. Se cair e não conseguir voltar a colocá-lo, use um novo. Caso tenha ficado sem penso mais de 48 horas ou não tenha a certeza de quando este caiu, cole outro e recorra a um contracetivo adicional durante sete dias.

As alergias cutâneas são o efeito adverso característico deste método, cuja eficácia é mais reduzida em mulheres com mais de 90 quilos.
 
Quer o anel vaginal quer o adesivo resolvem o problema dos esquecimentos diários da pílula.

 

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