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Stop às infeções hospitalares

23 outubro 2015

23 outubro 2015

Após o caso do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, onde 30 pessoas ficaram infetadas com a bactéria Klebsiella e 3 acabaram por falecer, voltamos a reforçar: antibiótico só quando é preciso.

As infeções hospitalares designadas por nosocomiais afetam o doente a partir das 48 horas de internamento no hospital. O risco de infeções aumenta à medida que o tratamento é mais invasivo. Um exemplo de tratamento invasivo e que tem um elevado risco de infeções é a introdução de cateteres.

Os profissionais de saúde devem cumprir à risca todas as medidas do controlo para evitar infeções. Mas a solução para diminuir as infeções hospitalares está na mão de todos. Durante as visitas é importante evitar tocar nos pacientes ou em qualquer equipamento e material e, acima de tudo, lavar sempre as mãos antes e após o contacto.

A infeção por Klebsiella Pneumoniae foi a causa da morte de 3 doentes dos 8 que faleceram portadores da bactéria e tem uma presença muito forte no leste e sul da Europa. Segundo o relatório da DGS (Direção-Geral da Saúde) de novembro de 2014, verifica-se um aumento desta bactéria de 27,5% para 38,7% entre 2009 e 2012.

Suspeita-se que uma doente na casa dos 70 anos seja a “paciente zero” do surto da bactéria Klebsiella pneumoniae, no caso do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Após uma operação por suspeita de cancro do cólon, a doente foi reinternada e esteve no hospital com uma infeção, ao todo, 54 dias até ter alta, tendo cumprido vários ciclos de antibiótico, um dos quais por um período de um mês.

Uma solução para a combater a resistência das bactérias aos antibióticos passa por não usar estes medicamentos quando não existe infeção bacteriana. Outra forma é respeitar a duração da terapêutica para a infeção e cumprir à risca as indicações do médico para evitar uma recaída.

Portugal apresenta as taxas mais elevadas de resistência antimicrobiana em bactérias como Staphy staphylococus aureu, Enterococus faecium e Acinetobacter.

As crianças, os idosos e os doentes crónicos (por exemplo, VIH/SIDA, cancro, diabetes e insuficiência renal) são grupos com maiores probabilidades de contraírem uma infeção hospitalar.

Mesmo com uma boa política de controlo, existem fatores que se definem como uma barreira à prevenção. A idade dos pacientes, as doenças crónicas e os tratamentos imunodepressivos diminuem as reações imunitárias do organismo, aumentando a suscetibilidade às bactérias.


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