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Saúde para ricos: famílias sem dinheiro para consultas e tratamentos

24 novembro 2015

24 novembro 2015

Em 2014, metade das famílias não conseguiu pagar tratamentos necessários do ponto de vista médico. Perante as dificuldades, houve quem pedisse empréstimos e deixasse de comprar bens essenciais, como produtos alimentares.

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No ano passado, por falta de dinheiro, 50% dos portugueses falharam cuidados de saúde essenciais do ponto de vista médico, eis a principal conclusão do nosso inquérito a 1763 famílias. 

E ninguém escapou às dificuldades: um terço eram crianças, que ficaram sem tratamentos, consultas ou medicamentos aconselhados pelo médico. Segundo o nosso estudo, que analisou o impacto dos custos não reembolsáveis na carteira das famílias, os tratamentos dentários e oftalmológicos, as consultas e os medicamentos estão no topo dos gastos que, em 2014, foram sendo adiados ou postos de lado. 

Também 10% dos portugueses, incluindo crianças, não foram ao serviço de urgência por falta de dinheiro. Concluímos que a dificuldade afeta mais as famílias com rendimentos mensais abaixo dos 1500 euros, os agregados numerosos ou monoparentais e os que incluem membros que sofrem de doença crónica.

Para realizar o nosso estudo, entre janeiro e fevereiro de 2015, enviámos um questionário a uma amostra representativa da população entre os 25 e 74 anos. Não considerámos o pagamento de prémios de seguros nem os tratamentos de estética e beleza. Mas incluímos as cirurgias plásticas reconstrutivas prescritas pelo médico.


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