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Rastreios de saúde gratuitos escondem vendas agressivas

19 janeiro 2016

19 janeiro 2016

Algumas empresas usam rastreios para vender produtos e tratamentos de valor elevado. Pedem ao consumidor para deixar um sinal em dinheiro e não respeitam os prazos de livre resolução do contrato e de reembolso. Já denunciámos a situação à ASAE, à Direção-Geral do Consumidor e à Entidade Reguladora da Saúde.

A abordagem é feita por telefone: os consumidores são convidados a realizar exames clínicos gratuitos, habitualmente em locais insuspeitos, como instalações de bombeiros voluntários ou coletividades. Ao chegar, são induzidos a comprar produtos ou tratamentos caros e a deixar uma quantia como sinal. Muitas vezes, são acompanhados pelo comercial a um multibanco, para levantarem o montante em causa.

O público-alvo destas campanhas são pessoas acima dos 50 anos. Os comerciais aproveitam as queixas clínicas e prometem soluções para resolver os problemas de saúde. A importância de fazer exames regulares é outro dos argumentos usados.

Além de se tratar de uma abordagem enganosa, estamos perante métodos de venda agressivos. Face à pressão dos vendedores, os consumidores veem a sua liberdade de escolha limitada e assinam um contrato de forma precipitada.

Temos ainda conhecimento de que algumas destas empresas não respeitam os prazos de livre resolução e de reembolso, o que prejudica os direitos dos consumidores que optam por cancelar o contrato.

Os contratos de compra e venda ao domicílio podem ser cancelados no prazo de 14 dias. O consumidor deve informar a empresa da intenção de cancelar o contrato através de carta registada com aviso de receção. Guarde uma cópia da carta e dos registos de envio.

Se a situação não ficar resolvida com o cancelamento do contrato e os montantes não forem devolvidos, peça ajuda ao nosso serviço de informação.

Os rastreios de saúde gratuitos que escondem vendas agressivas não são novidade, mas é possível reaver o dinheiro. Já denunciámos estas práticas à ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), à Direção-Geral do Consumidor e à Entidade Reguladora da Saúde.