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Rastreio grátis custa 550 euros

07 setembro 2011 Arquivado

07 setembro 2011 Arquivado

Em novembro de 2010, a nossa leitora M.R., de Lisboa, recebeu um telefonema a convidá-la e ao marido para um rastreio gratuito, mas acabou por pagar 550 euros.

O casal foi atendido por duas pessoas. Pesaram-nos, mediram-lhes a tensão e traçaram um diagnóstico negro. Ambos estariam mal de saúde, mas o caso do senhor era realmente preocupante, dada a iminência de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

A leitora ficou assustada e os anfitriões continuaram os “exames”, agora, só ao marido. Confirmava-se o pior dos cenários: má circulação e cianose. Entretanto, pediram a M.R. para assinar um documento, que a leitora pensou destinar-se à entrega do relatório prometido, e pediram-lhe 550 euros. A leitora pagou.

Mais tarde tomou consciência de que sinalizara um aparelho da Nuclitarget para melhorar a circulação sanguínea. Telefonou para os nossos serviços para saber como desistir da compra.

O documento assinado por M.R. equipara-se a um contrato de venda ao domicílio. Este permite um prazo de reflexão de 14 dias seguidos, durante o qual o consumidor pode desistir da compra. A contagem começa na data da assinatura ou da entrega do bem, se esta for posterior. Deve ser feita por carta, de preferência, registada com aviso de receção.

A leitora seguiu o nosso conselho: cancelou o contrato e pediu a devolução do sinal. Face à demora na resposta, solicitou também a nossa intervenção. Contactámos a empresa em janeiro de 2011. Passados 3 meses, chegou a resposta e M.R. foi re-embolsada.


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