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Preços de partos: nascer em Lisboa custa mais

28 janeiro 2014

28 janeiro 2014

Cada vez mais mulheres optam por hospitais privados para terem os seus filhos. Os preços variam consoante as regiões e, em Lisboa, uma cesariana pode custar até 6000 euros.

De acordo com o nosso inquérito, um parto normal com dois dias de internamento custa 1000 euros no Hospital da Venerável Irmandade de N.ª Sr.ª da Lapa, no Porto. Em Lisboa, o privado mais barato é o Hospital da Cruz Vermelha, onde o mesmo parto, com o mesmo tempo de internamento custa 1900 euros. Entre os estabelecimentos mais caros, a capital continua a ter custos mais elevados: um parto normal no Hospital dos Lusíadas, incluindo internamento, pode chegar aos 4500 euros. No Porto, no Hospital da CUF, custa 2850 euros.

Quando há necessidade de uma cesariana eletiva (realizada antes do início do trabalho de parto), os preços disparam. Em Lisboa, no Hospital da Cruz Vermelha, o preço mais barato atinge os 2900 euros e o mais caro, no Hospital da Luz, pode chegar aos 6000 euros. No Porto, o Hospital da Venerável Irmandade de N.ª Sr.ª da Lapa cobra 2000 euros, custo que na CUF Porto sobe para os 4000 euros.

Pensar o seguro com antecedência
A maioria das mulheres que escolhe ter os filhos em unidades de saúde privadas fá-lo através de subsistemas ou seguros de saúde. Neste caso, há que confirmar a cobertura, a sua representação na área de residência e o período de carência que, no caso da cobertura do parto, pode chegar aos 18 meses. Há também que ter em conta as modalidades de pagamento. Alguns seguros são pagos contra reembolso e o segurado tem de avançar inicialmente com o pagamento das despesas.

Conforto e privacidade levam à escolha do privado
No nosso estudo, quisemos também entender as razões da escolha de instituições públicas ou privadas. Para isso foram constituídos dois focus group com mulheres do distrito de Lisboa. A garantia de que seria o obstetra que acompanhou a gravidez a realizar o parto, a privacidade e os níveis de conforto foram aspetos considerados pelas mulheres que optaram por ter os filhos no setor privado. A estes motivos juntam-se ainda a autonomia e possibilidade de participação no processo de decisão e a presença constante de um acompanhante.

Já as mulheres que optaram pelo público tiveram como principais preocupações a segurança, a existência de um serviço de cuidados intensivos e o preço.

O nosso estudo
Para saber quanto custa um parto no privado, no início de outubro, enviámos questionários para 21 unidades de saúde. Além do preço – para parto normal com dois dias de internamento e anestesia epidural, parto distócico com dois dias de internamento e todas as intervenções (forceps ou ventosas), e cesariana com três dias de internamento – as instituições foram ainda questionadas sobre a existência de cuidados intensivos de neonatologia.

Como até meados de novembro só quatro unidades tinham enviado respostas, fizemos uma nova tentativa. Desta feita colocámo-nos no papel de uma grávida e telefonámos para as mesmas instituições, pedindo informações e o envio dos preços por e-mail. Responderam 18.


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