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Médico de família e paciente: boa comunicação não é a regra

22 março 2017
inquérito sobre relação entre médico e paciente

Baixas expectativas marcam a relação entre pacientes e médicos de família, revela o nosso inquérito. Uns dizem-se pouco compreendidos e envolvidos no tratamento. Os médicos gostariam que os doentes fossem transparentes quanto a automedicação e terapias paralelas.

Problemas de comunicação podem ser resolvidos

Prova do desencontro entre médicos e pacientes são as respostas a algumas questões que preparámos para ambos os grupos. Se 35% dos médicos estão certos de que os doentes sabem que se preocupam com eles, apenas 15% dos pacientes assim pensam. 

Outra discrepância significativa é a que se prende com o diagnóstico: 28% dos profissionais estão convencidos de que os doentes confiam plenamente no veredicto, quando, na verdade, esse número é de apenas 19 por cento. Interessante é também o facto de os médicos acreditarem que só um em quatro doentes é transparente. Já os pacientes são mais positivos: 34% dizem não ter segredos para o médico.

Na essência, estes dados são modestos e mostram que existe desconfiança ou, pelo menos, baixas expectativas de parte a parte. O nosso estudo conclui, no entanto, que melhorar a relação não requer grande esforço. Basta o doente ser claro sobre as suas queixas, expor dúvidas, anotar as recomendações e ser transparente quanto a automedicação e terapias paralelas. Do lado do médico, maior compreensão pelos sentimentos do doente e maior envolvimento deste nas soluções seriam atitudes bem-vindas.