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Médico de família e paciente: boa comunicação não é a regra

22 março 2017
inquérito sobre relação entre médico e paciente

22 março 2017
Baixas expectativas marcam a relação entre pacientes e médicos de família, revela o nosso inquérito. Uns dizem-se pouco compreendidos e envolvidos no tratamento. Os médicos gostariam que os doentes fossem transparentes quanto a automedicação e terapias paralelas.

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Médicos consideram útil que os pacientes estruturem uma lista de queixas, para organizarem as ideias na consulta, e que não tenham vergonha de perguntar, mas que não se detenham demasiado na net a pesquisar sintomas e a navegar por ansiedades antes do encontro. Porém, nem sempre isso acontece. Ainda existe quem tenha vergonha de perguntar, ou de confessar que está a seguir outro tratamento ou a fazer automedicação. Pelo meio, algo se perde. Uma comunicação menos eficaz põe em causa a eficácia do tratamento.

Para avaliarmos a relação entre os pacientes e os médicos de família, entre setembro e outubro de 2016, conduzimos um inquérito estatístico duplo: um questionário dirigiu-se aos pacientes e outro aos médicos. Obtivemos 1013 respostas válidas na amostra dos pacientes. No caso dos médicos, reunimos 281 respostas válidas de profissionais a exercerem medicina geral e familiar. Embora o estudo resulte da experiência dos inquiridos, as respostas foram ponderadas em termos estatísticos para refletirem de forma fiel a realidade de pacientes e médicos portugueses.