Notícias

Hospital privado: erro "informático" inflaciona fatura

22 junho 2012 Arquivado

22 junho 2012 Arquivado

Maria João foi às urgências do Hospital dos Lusíadas, em Lisboa. Sete dias depois, recebeu uma fatura duas vezes superior à que devia.

A 2 de março, Maria João Almeida dirigiu-se às urgências do Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, para tratar dois cortes numa mão. Na receção, foi informada de que teria de pagar 95 euros. Da triagem, a leitora foi encaminhada para a cirurgia, pois os golpes teriam de ser suturados.

Uma semana depois, foi surpreendida com uma fatura do hospital no valor de 988,74 euros. Indignada com a despesa, muito superior à indicada na receção e já paga, queixou-se por carta registada e com aviso de receção. Não obteve resposta.

A 26 de abril, quase dois meses depois da consulta, recebeu novo aviso de pagamento. Maria João pediu a nossa intervenção, pois considera a atitude injusta. Se soubesse que a despesa seria tão elevada, teria recorrido a um hospital público.

Contactámos o Hospital dos Lusíadas, que admitiu um erro do cirurgião ao introduzir o código do ato médico no sistema informático. Assim, a leitora teria de pagar 448,74 euros e não o dobro. Segundo a instituição, a despesa era referente à consulta de especialidade, aos medicamentos e ao material usado na cirurgia.

Apesar de avultada e muito superior à indicada, a despesa do hospital é normal nestas intervenções. É de lamentar, no entanto, a informação incompleta à entrada do hospital e o erro “informático” da troca de códigos, este bem mais gravoso para a leitora.


Imprimir Enviar por e-mail