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Hospitais públicos e privados: ranking de 68 sites

25 setembro 2015

25 setembro 2015

Os sites dos hospitais públicos fornecem mais informação, mas os dos privados permitem maior interatividade e são mais fáceis de utilizar.


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Em junho último, a nossa equipa explorou 68 sites de hospitais públicos e privados à procura de conteúdos previamente definidos. Todos incluíam os contactos gerais da instituição e enumeravam os departamentos e as especialidades médicas existentes. A maioria tinha indicações sobre “como chegar” de transportes públicos ou de carro e cerca de metade mencionava os serviços de apoio, como refeitório e Multibanco.

Em 71% dos privados, é dada a oportunidade aos utentes de marcarem consultas e exames pela Net, evitando deslocações ou telefonemas em horário de expediente.

Imperfeitos e fora da lei
A área de influência (população que serve), conteúdo importante para os utentes do Serviço Nacional de Saúde, para saberem onde se dirigir, não constava num terço dos sites dos hospitais públicos.

Ao nível da informação mais específica, como os direitos e deveres dos utentes, os cuidados a ter aquando da realização de exames médicos e os horários das visitas, a oferta dos sites de hospitais públicos é mais vasta do que a dos privados. Estes falham sobretudo na divulgação dos preços de consultas e exames.

Entre os direitos dos utentes expressos na lei está o de conhecer os tempos de espera para consultas, cirurgias e exames médicos. Por serem dados vitais para que os cidadãos possam fazer valer os seus direitos, os hospitais públicos têm obrigação de os publicar no website. Não os encontrámos em 30% dos casos.

Obstáculos à navegação
Os nossos especialistas avaliaram também a facilidade de utilização dos sites, executando três das tarefas mais referidas pela nossa comunidade online – grupo de associados e não associados a quem, periodicamente, propomos temas para discussão –, ou seja, consultaram informação sobre os profissionais e as especialidades médicas disponíveis, procuraram os preços ou taxas moderadoras e verificaram os horários.

Dos 68 sites analisados, sete apresentavam falhas graves logo na homepage:  não incluíam, por exemplo, a informação relevante ou não davam destaque suficiente às tarefas mais comuns dos utilizadores. Em 24 casos, não encontrámos uma caixa de pesquisa.

A navegação pelos sites também pode tornar-se difícil. Em cerca metade, os links não se destacavam da informação, dificultando a tarefa ao utilizador. Em um terço, não é indicada a localização do utilizador, por exemplo, através da exibição do caminho percorrido. A presença de um menu com a informação relacionada e de um logótipo clicável (para voltar ao início), presentes nalguns sites, ajudam a decidir a viagem e facilitam o regresso ao ponto de partida.

A legibilidade não é claramente a aposta de 47 dos 68 sítios analisados. O tamanho reduzido da letra e/ou o fraco contraste de cores (entre o fundo e o conteúdo) podem dificultar a leitura.

Um endereço (URL) fácil de memorizar e que funcione sem a introdução de “www” e os formatos que se adaptam ao telemóvel são outros aspetos que melhoram a experiência do utilizador. Em 43 sites, com destaque para os hospitais públicos, os endereços são complexos e difíceis de reter. E só 14 estão preparados para ser usados no telemóvel.