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Farmácias: portugueses satisfeitos com o serviço

27 maio 2015

27 maio 2015

O serviço prestado pelas farmácias é bem avaliado pelos consumidores, mas continuam a vender-se medicamentos sujeitos a receita médica sem prescrição e há quem tenha de esperar mais de 24 horas por um medicamento esgotado, revela o nosso inquérito a 1345 portugueses.

Quase sempre próxima e acessível, a farmácia é a tábua de salvação para muitos doentes em situações menos graves. Os farmacêuticos são os primeiros profissionais consultados por 78% dos inquiridos quando surge, por exemplo, uma dor de cabeça, azia ou constipação. Cerca de metade dos que têm dificuldades com medicamentos (não saber como tomar, efeitos secundários, indicações, etc.) segue o mesmo caminho.

Muito satisfeitos
O uso de linguagem acessível e a preocupação em garantir que o utente percebeu a forma de tomar  o medicamento contribuem para elevada satisfação dos utentes com o desempenho do profissional. Entre os aspetos menos positivos, destaca-se o facto de o farmacêutico não pedir ou dar informações espontâneas sobre o problema de saúde do utente (22% dos inquiridos) e a falta de privacidade no atendimento, manifestada por um quinto. Sensivelmente a mesma percentagem revelou que nem sempre os medicamentos “de venda livre” recomendados pelo farmacêutico são a melhor opção.

Os serviços prestados pelas farmácias, no geral, também são do agrado de quem as frequenta. Mais de 90% dizem-se satisfeitos ou muito satisfeitos com a simpatia dos funcionários e com a facilidade em obter informação sobre saúde e medicamentos. O mesmo acontece em relação ao aspeto da farmácia, ao nível da limpeza e organização, e à qualidade de outros serviços, como a medição da tensão arterial, do peso e a vacinação. Já o preço dos produtos  (não medicamentos) vendidos na farmácia é considerado demasiado elevado para 36% dos inquiridos. 

Para um quarto dos inquiridos, o atendimento não é suficientemente personalizado e um quinto manifestou insatisfação com o tempo de espera e a ausência de certos medicamentos.

Esgotado ou sem receita
Segundo o nosso inquérito, quatro em cada dez inquiridos desistiram de comprar um fármaco no último ano por não estar disponível na farmácia. Metade indicou ter esperado mais de 24 horas pela sua chegada ao balcão e a mesma proporção afirmou ter sido obrigada a percorrer vários estabelecimentos à procura.

Se, nalguns casos, as farmácias não têm medicamentos para venda imediata, noutros dispensam-nos à margem da lei: 14% dos inquiridos afirmaram ter comprado fármacos sujeitos a receita médica sem apresentar a prescrição e em locais onde não os conheciam. Entre os nomes indicados no inquérito, destacam-se os ansiolíticos e os anti-hipertensivos. Em 21 casos (2% da amostra), os inquiridos conseguiram comprar antibióticos sem prescrição.

Os ansiolíticos, em particular as benzodiazepinas, devem ser tomados com precaução, por curtos períodos e sempre com acompanhamento médico, dado o risco de habituação. Já o consumo abusivo de antibióticos, e em situações para que não estão indicados, tem contribuído para o aparecimento de bactérias resistentes àqueles medicamentos, dificultando o tratamento das infeções. Os antibióticos apenas devem ser vendidos com receita médica.