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Eutanásia, morte assistida e suicídio assistido: esclarecemos todas as dúvidas

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A Assembleia da República chumbou os quatro diplomas sobre a morte medicamente assistida. Saiba o que está em causa em cada um dos conceitos.

19 junho 2018
Médico a segurar a mão do paciente

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Na Europa, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça permitem a prática de eutanásia. Assim como os estados de Oregon, Vermont, Califórnia e Washington, nos Estados Unidos, o Canadá, o Uruguai e a Colômbia. Em Portugal, quatro propostas sobre morte assistida foram votadas no Parlamento, mas chumbaram. Num tema tão controverso, ajudamos a esclarecer o que está em causa no direito de poder escolher quando se quer morrer.

Em qualquer um dos países onde a eutanásia já é praticada, o processo de autorização é complexo e implica um longo caminho burocrático, em que se analisam várias vezes os exames médicos e o caso clínico é devidamente tratado por uma comissão, não apenas por um médico.

Eutanásia é diferente de suicídio assistido

A palavra eutanásia deriva do grego e significa "boa morte". Trata-se do ato de, intencionalmente, pôr termo à vida de um doente sem possibilidade de cura, para abreviar a dor e o sofrimento. Nos países onde é permitida a eutanásia, é imprescindível existir um sofrimento intolerável do doente e a consciência para tomar a decisão. Apesar de existirem diversas formas de alcançar o objetivo, a eutanásia ativa é o conceito que tem mais relevância e pode ser executada com uma injeção letal ou com determinados fármacos.

A eutanásia tem de ser executada por um profissional de saúde, sem intervenção do doente no ato. No suicídio assistido também existe a colaboração de um profissional de saúde, mas apenas ajuda o doente a pôr termo à vida de forma indireta, pois terá de ser o próprio doente a tomar os fármacos letais. Tanto a eutanásia ativa como o suicídio assistido cabem no conceito de morte assistida.


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