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Empresa Vida 10 - Tempo de Viver não responde a reclamações

17 março 2014

17 março 2014

Berta Duque comprou três aparelhos numa excursão. Insatisfeita, quis cancelar a compra dentro do prazo legal, mas não obteve resposta.

Em fevereiro de 2013, Berta Silva Duque, 79 anos, de Almada, foi a uma excursão promovida pela empresa Vida 10 – Tempo de Viver. Influenciada pelo discurso de supostos “técnicos de saúde”, comprou três aparelhos que, alegadamente, promoviam a saúde e o bem-estar. Entre os 20 euros pagos na altura e os seis cheques pré-datados no valor de 147 euros cada, gastou um total de 902 euros.

A 12 de março as máquinas da saúde (um aparelho vibratório, para tonificação muscular, um outro para o sistema respiratório e um último, para “purificar o sangue”) foram-lhe entregues em casa, sem qualquer apoio técnico. Foi a própria Berta que montou os dois primeiros aparelhos.

O terceiro acabou por nunca sair da caixa. “Quando experimentei o primeiro, a tensão arterial subiu para 21 e fui parar ao hospital”, conta. Com o segundo, Berta voltou a sentir-se mal e consultou a sua médica que desaconselhou o uso.

Ainda no prazo legal de 14 dias, a leitora contactou a Vida 10 - Tempo de Viver para anular a compra. Duas das três cartas que enviou foram devolvidas, uma vez que a empresa já não se encontrava naquela morada. Contudo, mais tarde, dois dos cheques foram descontados.

Por três vezes, contactámos a Vida 10 - Tempo de Viver, sem qualquer resposta. Até hoje, Berta Duque não conseguiu cancelar a compra e teve de pagar uma taxa de 120 euros ao banco, por despesas de falta de provisão: com conhecimento da autoridade bancária, deixou a conta a descoberto, para evitar o levantamento dos restantes cheques, já que não puderam ser anulados.

Por seu turno, a Vida 10 - Tempo de Viver segue incólume. Por isso, a leitora quis deixar o seu testemunho, para evitar que outros consumidores sejam lesados.


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