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Direitos dos pacientes: portugueses não se sentem protegidos

22 julho 2016
Muitos dos participantes no nosso inquérito queixam-se dos serviços de saúde e 9 em cada 10 afirmam que fariam queixa em caso de erro ou de negligência médica. Mas poucos passam à ação, por considerarem que de nada adianta.

Muitos dos participantes no nosso inquérito queixam-se dos serviços de saúde e 9 em cada 10 afirmam que fariam queixa em caso de erro ou de negligência médica. Mas poucos passam à ação, por considerarem que de nada adianta.

Poucos avançam com queixas

Se fossem vítimas de um erro ou de negligência médica, 9 em cada 10 inquiridos afirmam que apresentariam queixa contra o profissional ou o serviço de saúde. Porém, dos 6% que consideram ter sofrido danos num exame ou numa intervenção médica, só uma pequena parte avançou com a queixa, seja através do livro de reclamações, de uma entidade supervisora ou do tribunal, no último caso, para reclamar uma indemnização.

Quando apresentaram a reclamação, os principais motivos apontados foram a falta ou o atraso no diagnóstico (30%), um erro de diagnóstico (27%) e, num quarto dos casos, danos corporais (lesão num órgão ou tecido).

O facto de 37% dos inquiridos desconhecerem que os direitos dos pacientes têm força de lei e de 23% estarem convencidos de que se trata apenas de um código de boas práticas adotado pelo meio médico pode estar na origem da atitude e do sentimento de impotência face aos serviços de saúde.