Notícias

Como procurar cuidados continuados ou paliativos

17 setembro 2018
cuidados continuados

17 setembro 2018

Conhecer como funciona a Rede Nacional de Cuidados Integrados é a melhor forma de encontrar as instituições com estes serviços, mas há alternativas.

Início

Um doente dependente precisa, com frequência, de cuidados continuados de saúde ou de apoio social para fazer a sua vida normal e recuperar a autonomia. Quem sofre de uma doença incurável ou está em risco de vida necessita de cuidados paliativos para melhorar a sua qualidade de vida.

Um estudo de 2005 da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) diz que o acesso a estes dois tipos de cuidados é baixo e que o número de camas é insuficiente face às metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Em certos cuidados, como os prestados em unidades de convalescença (internamentos até 30 dias para recuperação total), o acesso é ainda mais difícil. A ERS afirma que Portugal tem a maior taxa de cuidados domiciliários informais da Europa, ou seja, são a família, os amigos e os vizinhos quem dá apoio. Em metade dos casos, quem financia estes cuidados também é a família. O País tem ainda a menor taxa de prestação de cuidados não domiciliários e uma das taxas de cobertura de cuidados formais (prestados pelos profissionais de saúde e instituições) mais baixas, devido à falta de profissionais na área.

Estar bem informado sobre a oferta disponível pode ser determinante para conseguir uma vaga. Na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados encontra toda a oferta nacional de:

  • unidades de convalescença, para pessoas a recuperar de uma doença aguda ou de uma recaída, que precisam de estar internadas até 30 dias;
  • unidades de média duração e reabilitação, para pessoas a recuperar de uma doença aguda ou de uma descompensação crónica, que precisam de estar internadas entre 30 e 90 dias;
  • unidades de longa duração e manutenção, para pessoas que não podem receber os cuidados de que necessitam no domicílio ou na instituição ou estabelecimento onde residem durante mais de 90 dias.

Para aceder a esta rede, é preciso ser referenciado pelas equipas de gestão de altas do hospital, no caso das pessoas que estão internadas, ou pelos centros de saúde e unidade de saúde familiar. Isto implica uma avaliação do médico, do enfermeiro e dos serviços sociais. Se acha que está a ficar dependente ou tem um familiar nestas condições, contacte o médico de família ou uma assistente social.

Já a Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP) oferece cuidados para doentes em fase terminal ou com doenças muito graves ou incuráveis em todas as fases da vida, incluindo a pediátrica. Os cuidados podem ser prestados em casa ou em internamento. O objetivo é promover o bem-estar e a qualidade de vida através da prevenção e do alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual da pessoa e da sua família.

As equipas de cuidados paliativos articulam-se entre si e com outros serviços e equipas do Serviço Nacional de Saúde, de forma a assegurar a continuidade dos cuidados de que o doente precisa.

Na RNCP, algumas unidades prestam cuidados em situação paliativas de complexidade baixa a moderada, por um período de internamento previsível de 30 dias, podendo ser prolongado pelo mesmo período, caso se justifique clinicamente. Quando se trata de equipas locais de âmbito hospitalar, podem organizar-se para prestar respostas que conjuguem várias valências de cuidados paliativos (equipa de apoio intra-hospitalar, unidade de internamento, quando existente, hospital de dia, consulta externa e consulta domiciliária).