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Colonoscopia: ainda é difícil marcar através do Serviço Nacional de Saúde

14 novembro 2014
Colonoscopia

14 novembro 2014

Por lei, as clínicas com convenção com o Estado têm de dar resposta em 8 semanas, no máximo. Mas ainda é difícil conseguir uma marcação.  

Apesar dos hospitais e das entidades convencionadas terem agora um prazo a cumprir para fazer colonoscopias, esta medida não está a resultar: o presidente da Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino e o presidente do colégio de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos avisam que marcar uma colonoscopia pelo Serviço Nacional de Saúde ainda é difícil.

No início de outubro, das cinco unidades privadas de prestação de cuidados de saúde na grande Lisboa que faziam colonoscopias através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), só uma aceitava inscrições dentro do prazo legal. O sistema convencionado, pelo menos nesta região, não está a ajudar a baixar as listas de espera. De acordo com o presidente do colégio de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos, no interior e no sul do País também é difícil.

A DECO há muito que alerta para o problema. Num estudo de 2012, revelámos que um utente do Serviço Nacional de Saúde podia esperar entre 2 e 146 dias para fazer uma colonoscopia nestes estabelecimentos convencionados. Noutro estudo de 2009, detetámos que a espera variava entre 4 e 187 dias. Em 2003, variava entre 1 e 60 dias. 

Em abril, a Direção-Geral da Saúde estabeleceu 8 semanas como o prazo máximo para realizar as colonoscopias prescritas pelos médicos de família ou pelos especialistas hospitalares. O objetivo era não atrasar o diagnóstico de doenças como o cancro colorretal. A Direção-Geral da Saúde atribuiu ainda ao médico prescritor a responsabilidade de verificar através de uma consulta de controlo, se a colonoscopia foi realizada.