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Cheque-dentista: como obter ajuda para tratamentos dentários

30 junho 2017
cheque-dentista

30 junho 2017

Crianças, idosos, grávidas, pacientes com VIH ou suspeita de cancro oral estão entre os beneficiários do cheque-dentista, que ajuda a cobrir despesas com diagnósticos e tratamentos dentários. Em breve, estes cheques vão ser enviados para o paciente através do telemóvel ou do e-mail.

O cheque-dentista é disponibilizado pelo Serviço Nacional de Saúde, no âmbito do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral (PNPSO). Serve para ajudar os utentes a cobrir as despesas de tratamentos a cáries, lesões dentárias, exames de diagnóstico, entre outras situações. O valor e a quantidade de cheques a atribuir a cada grupo de beneficiários é definido pelo Ministério da Saúde. Este ano, cada cheque vale € 35 (menos € 5 do que o valor atribuído entre 2009 e 2013), mas há mais pessoas a beneficiarem desta ajuda.

Criado em 2009, o PNPSO começou por abranger crianças e jovens com menos de 16 anos a frequentar escolas públicas ou instituições particulares de solidariedade social (IPSS). Foi depois alargado a grávidas, idosos, pessoas infetadas com VIH, utentes com risco elevado de desenvolver cancro oral e crianças e jovens de 7, 10 e 13 anos com necessidades especiais de saúde. 

Para marcar consulta, os utentes devem escolher o médico dentista e estomatologista na lista de aderentes ao PNPSO, através do site Saúde Oral da Direção-Geral da Saúde ou na informação afixada no centro de saúde.

De acordo com o programa Simplex +, em 2018 vai ser disponibilizado um boletim de saúde oral eletrónico. O utente encontra este documento na área do cidadão do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) Os cheques-dentista também vão ser emitidos por via digital, chegando a quem precisa através do telemóvel ou e-mail. 

No caso das crianças, o SMS, ou o e-mail, vai para o encarregado de educação. A nova funcionalidade vai permitir ainda que o encarregado receba alertas, todos os meses, que relembram a possibilidade de usar o cheque-dentista.

O objetivo da medida é evitar o extravio e/ou o esquecimento do cheque e levar a que o mesmo seja usado.

Beneficiários dos cheques-dentista

  • Às crianças até 6 anos em situação considerada grave, tendo em conta critérios como dor e grau de infeção em dentes temporários, pode ser atribuído um cheque-dentista por ano.
  • Crianças que frequentam as escolas públicas ou IPSS: aos 7 e aos 10 anos têm direito a 2 cheques-dentista, para igual número de consultas. Aos 13 anos estão previstas 3 consultas. O primeiro cheque é fornecido através da escola e os seguintes pelo dentista. Preste atenção à data de validade. Aos jovens com 15 anos completos, que tenham sido utentes beneficiários do PNPSO e seguido o respetivo plano de tratamentos aos 13 anos de idade, pode ser atribuído um cheque-dentista por ano letivo.
  • Crianças e jovens de 7, 10 e 13 anos com necessidades especiais de saúde, nomeadamente portadores de doença mental, paralisia cerebral, trissomia 21, entre outras, que não tenham ainda sido abrangidos pelo PNPSO.
  • Jovens de 18 anos, desde que tenham sido beneficiários do PNPSO e concluído o plano de tratamentos aos 16 anos.
  • A partir dos 65 anos, quem recebe o complemento solidário para idosos beneficia de 2 cheques anuais para tratar os dentes.
  • As grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde usufruem de 3 consultas, que podem ocorrer até 60 dias após o parto. Fale com o médico de família.
  • No caso dos pacientes com VIH, o programa prevê 6 cheques. O primeiro é atribuído pelo médico de família e os restantes pelo dentista. Os cheques também abrangem os pacientes com VIH que já tenham sido abrangidos pelo PNPSO e não fazem tratamento há mais de 24 meses.
  • Pacientes de alto risco (por exemplo, quem já teve tumores, os fumadores e os grandes consumidores de álcool) ou com lesões suspeitas na boca têm direito a dois cheques-diagnóstico anuais no valor de € 15 cada e, em caso de necessidade, outros dois para a biopsia (cada cheque no valor de 50 euros). O processo de atribuição do cheque é desencadeado pelo médico de família.