Dicas

Cancro da mama: importante fazer rastreio a partir dos 50 anos

15 fevereiro 2021
Mulheres com t-shirt de apoio contra o cancro da mama

O Plano Nacional de Saúde e as entidades internacionais recomendam o rastreio de cancro da mama em mulheres dos 50 aos 69, por mamografia, de 2 em 2 anos. Os homens também podem ter a doença, embora com menos frequência.

A mamografia regular antes dos 50 anos justifica-se se a mulher já sofreu de cancro ou lesões na mama, ainda que benignas, que mereçam controlo. Antecedentes familiares e anomalias genéticas também podem antecipar o rastreio. Nestes casos, a frequência e o tipo de vigilância devem ser decididos caso a caso, com o médico assistente.

A mamografia é um meio de diagnóstico seguro e permite detetar o tumor numa fase inicial, mesmo que não apresente sintomas. A deteção precoce pode reduzir a necessidade de uma mastectomia total, a cirurgia para retirar a mama ou parte dela. Além disso, aumenta a probabilidade de cura e possibilita um tratamento com menos custos.

De acordo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), surgem, em Portugal, seis mil novos casos de cancro da mama por ano, morrendo mais de duas mil mulheres.  Os homens também podem ser afetados por este tumor, embora a incidência seja baixa.

Mamografia para mulheres dos 50 aos 69 anos

As mulheres que não tenham um risco acrescido de desenvolver cancro da mama devem fazer o rastreio, por mamografia, a cada dois anos, entre os 50 e os 69 anos. Fora deste intervalo, o exame parece não influenciar a taxa de mortalidade por cancro da mama. Quase todos os estudos apontam nesse sentido e acrescentam que fazê-lo fora do intervalo recomendado deve ser bem ponderado.

Os testes médicos implicam riscos. Ao efetuar uma radiografia, submete-se o organismo a radiação, embora de baixa potência. Esta aumenta o risco de cancro. Qualquer exame pode resultar em falsos positivos ou negativos, o que pode causar ansiedade e exames desnecessários ou atrasar o tratamento. Há ainda a possibilidade de encontrar tumores que não evoluem ou evoluem lentamente. É o caso do carcinoma ductal in situ (CDIS), que começa nos tecidos dos ductos (canais de leite): investigações revelam que apenas 1 em 4 progride de forma perigosa, mas, por precaução, todos são tratados. Estima-se que cerca de 20% das situações detetadas pela mamografia são CDIS.

Alterações no seio exigem cuidados extra

À medida que envelhecem, morrem ou se danificam, as células do tecido mamário são substituídas. Se o crescimento for anárquico e indiferenciado, ocorre um desequilíbrio na formação dos tecidos e gera-se um tumor. As causas são desconhecidas, mas há fatores como a idade, as histórias pessoal e familiar de cancro da mama e anomalias genéticas aumentam o risco.

Os sintomas mais comuns são nódulos, alteração no tamanho e no aspeto da pele, cor ou formato dos seios. Estas situações exigem uma consulta médica. Um mamilo invertido com corrimento ou sangue também.

O diagnóstico do cancro da mama começa pelo exame dos seios e investigação a história familiar. A mamografia é indicada para descobrir o cancro nas fases iniciais. Caso se observe uma massa, recorre-se à biopsia e, em certos casos, à ressonância magnética.

tratamento e prognóstico incluem, consoante o estádio da doença, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e fármacos. Em 90% dos casos, a doença é curável.

Autoexame da mama como complemento

O auto exame não substitui a mamografia de rotina, por ser ineficaz a detetar lesões iniciais, ainda não palpáveis. Pode também gerar ansiedade e exames desnecessários, pois tende-se a detetar alterações irrelevantes. Mas algumas mulheres sentem-se mais seguras ao fazê-lo. Se for o seu caso, siga as instruções à risca.

Cancro da mama nos homens

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, 1% do total de casos surge no sexo masculino. As causas não são totalmente conhecidas, mas as investigações apontam alguns fatores de risco idênticos aos das mulheres, incluindo a idade, dos antecedentes familiares da doença e as mutações genéticas.

O tumor desenvolve-se em pequenas porções de tecido por baixo do mamilo. Surge, sobretudo, após os 60 anos, mas, ocasionalmente, afeta homens mais novos. Os principais sintomas são:

  • nódulos, inchaço ou outras alterações na forma e tamanho da mama;
  • mudança no aspeto, como vermelhidão, irritações ou descamação na zona;
  • secreções ou contração dos mamilos e dor nos mesmos.

Estes sinais podem surgir em situações que nada tem que ver com cancro, mas convém falar com o médico para descartar essa possibilidade. Tal como nas mulheres, a deteção precoce é a chave para o sucesso do tratamento e uma melhor qualidade de vida. Se, por exemplo, houver casos de cancro da mama na família, é aconselhável falar com o médico, mesmo que não apresente sintomas.

Apesar de não haver uma forma de prevenir a doença, homens e mulheres podem reduzir o risco com hábitos de vida saudáveis, nomeadamente, a prática regular de atividade física, o consumo moderado de bebidas alcoólicas e o controlo do peso.

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