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Cancro da mama: importante fazer rastreio a partir dos 50 anos

30 outubro 2014

30 outubro 2014

O Plano Nacional de Saúde e as entidades internacionais recomendam o rastreio de cancro da mama em mulheres dos 50 aos 69, por mamografia, de 2 em 2 anos.

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A mamografia regular antes dos 50 anos justifica-se se a mulher já sofreu de cancro ou lesões na mama, ainda que benignas, que mereçam controlo. Antecedentes familiares e anomalias genéticas também podem antecipar o rastreio. Nestes casos, a frequência e o tipo de vigilância devem ser decididos caso a caso, com o médico assistente.

A mamografia permite detetar o tumor numa fase inicial, mesmo que não apresente sintomas. É um meio de diagnóstico seguro, com um nível de eficácia entre 80 e 94 por cento. A deteção precoce pode reduzir a necessidade de uma mastectomia total, a cirurgia para retirar a mama ou parte dela. Além disso, aumenta a probabilidade de cura e possibilita um tratamento com menos custos.

O cancro da mama, principal causa oncológica de morte nas mulheres, é responsável por 1800 mortes por ano em Portugal. Todos os anos, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) identifica cerca de 4500 novos casos. O impacto psicológico é forte, sobretudo se for necessário remover o seio. Os homens também podem ser afetados por este tumor, mas a incidência é baixa.

Números a reter
  • 50 a 69. Idade recomendada para o rastreio pelo Plano Nacional de Saúde e as diretivas comunitárias.
  • 2 em 2 anos. Periodicidade da mamografia recomendada às mulheres em geral.
  • 80 a 94 por cento. Nível de eficácia do exame. O método é seguro e permite tratar mais cedo.

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